Criamos este conteúdo na intenção de fornecer a você um guia sobre como criar um relacionamento sólido com o Poder Público Municipal onde sua empresa está situada.

Quem empreende, certamente quer ter relacionamentos sólidos com seus clientes e, principalmente, relações a longo prazo com muita seriedade e transparência. Ter contato com o poder público municipal é uma das possibilidades de obter oportunidades de negócio que podem elevar o patamar do seu empreendimento.

Já parou pra pensar que no cenário empresarial dinâmico e competitivo que temos, a busca por oportunidades de negócios vai muito além das fronteiras tradicionais do mercado

Para muitas empresas, estabelecer uma conexão sólida com o poder público municipal emerge como uma estratégia fundamental para garantir contratos lucrativos e parcerias estratégicas.

No entanto, essa conexão não é apenas uma questão de casualidade ou iniciativa isolada, ou seja, diferente da forma tradicional onde você faz seu:

A estratégia de negócios com o poder público da sua cidade consiste em uma abordagem que exige uma compreensão profunda dos processos governamentais, além de uma comunicação eficaz entre as esferas pública e privada.

Neste contexto, a presença de um departamento jurídico especializado, ou uma equipe de relações públicas proativa ou até mesmo uma Assessoria de Relações Governamentais torna-se não apenas vantajosa, mas crucial. Ao longo deste guia você vai entender o porquê.

Essas estruturas organizacionais desempenham um papel fundamental na facilitação e no fortalecimento do relacionamento entre a empresa e o poder público municipal, abrindo oportunidades de negócios que podem impulsionar o crescimento e a sustentabilidade empresarial.

Vamos explorar mais a fundo a importância vital de estabelecer e cultivar essas conexões estratégicas com o poder público municipal, e como um departamento jurídico, relações públicas ou assessoria de Relações Governamentais podem ser os catalisadores desse processo transformador para as empresas modernas?

Acreditamos que sempre é interessante iniciarmos pelos conceitos para que cada leitor possa entender as bases de cada  um de nossos guias. Caso você já domine alguns desses conceitos, sinta-se livre para avançar nos títulos de sua preferência.

O que é o poder público municipal?

O Poder público municipal é a administração central que rege sobre a esfera política dos municípios. O poder público é estruturado pelas prefeituras, as quais organizam-se em ministérios e secretarias para reger sobre temas políticos das mais diversas áreas como: Infraestrutura, meio ambiente, educação, saúde, segurança, dentre outros assuntos.

O poder público municipal tem como figura principal o prefeito que realiza as tomadas de decisões administrativas em conjunto com vereadores e assessores políticos.

Sobre as oportunidades de negócio disponibilizadas pelas prefeituras municipais

No universo empresarial, explorar oportunidades de negócio com o poder público municipal pode ser uma estratégia promissora e lucrativa.

As prefeituras das cidades brasileiras frequentemente buscam serviços e produtos de empresas privadas para atender às necessidades da comunidade.

elo relacoes governamentais poder publico municipal

Neste guia detalhado, exploraremos como as empresas podem buscar e capitalizar essas oportunidades, quais serviços e produtos são demandados pelas prefeituras e os métodos utilizados pelas administrações municipais para fornecer essas oportunidades às empresas privadas.

Quais serviços e produtos são demandados pelas prefeituras na atualidade?

1. Serviços de Infraestrutura e Obras Públicas

As prefeituras frequentemente contratam empresas para realizar obras de infraestrutura, como construção de estradas, pontes, escolas, e obras de saneamento básico.

obras de infraestrutura no municipio do rio de janeiro
FONTE: Prefeitura Municipal do RJ: Prefeitura realiza obras no Bairro Maravilha

Além disso, serviços de manutenção de vias públicas e paisagismo são demandados constantemente.

Em geral, por uma questão de proximidade e, consequentemente, custos, o poder público municipal dá preferência às empresas locais, evitando assim custos com deslocamento de pessoas e equipamentos.

2. Tecnologia da Informação e Comunicação

No ramo da tecnologia, a escolha das prefeituras pode ser um pouco mais ampla, ma vez que a oferta deste tipo de serviço pode ocorrer de forma remota.

poder publico municipal faz parceria com empresa de tecnologia

O serviço mais comum nesta área de tecnologia é o desenvolvimento de:

Essas áreas abrem grandes oportunidades para empresas de tecnologia, pois uma vez que o sistema é desenvolvido, existirá a constante demanda por atualizações e suporte técnico, e isso resulta na criação de um relacionamento a longo prazo.

3. Serviços de Saúde e Educação

As prefeituras frequentemente terceirizam serviços de saúde, como atendimento médico, odontológico, além de exames em clínicas e laboratórios particulares.

Poder público municipal realiza parceria com laboratório de exames.
FONTE: G1 | Presidente Prudente realiza Parceria com laboratório particular para realização de coleta de exames em ESFs e UBSs

Esta é uma grande oportunidade de conexão para empresas da área da saúde que anseiam ter um fluxo de pacientes ainda maior por meio do relacionamento com a secretaria da saúde municipal.

Na área da educação, serviços de transporte escolar, merenda e manutenção de escolas são demandados com bastante frequência.

É muito comum ver trabalhadores da construção civil realizando manutenções como: tubulações, eletricidade, construção de novas salas ou quadras esportivas, além de manutenção do sistema de refrigeração das instituições educacionais.

Nesse contexto, podemos ver como a gama de profissionais ligados ao poder público municipal pode ser variada, incluindo tanto pequenas empresas quanto médias e grandes indústrias.

4. Fornecimento de Produtos e Equipamentos

Desde materiais de construção até equipamentos de escritório, as prefeituras necessitam de uma variedade de produtos para operar de forma eficiente.

Poder público municipal realiza parceria com distribuidora de produtos alimentícios
FONTE: Prefeitura Municipal de Itajaí: CIAD aperfeiçoa controle e distribuição de produtos em Itajaí

Empresas que fornecem mobiliário urbano, equipamentos de segurança, e veículos também encontram oportunidades no mercado público municipal.

Agora que você já sabe quais tipos de serviços são possíveis dentre de um relacionamento entre poder público e privado, vamos abordar nas próximas seções os meios pelos quais você pode estabelecer uma conexão com as prefeituras.

Como o poder público municipal disponibiliza as ofertas de parcerias com empresas privadas?

Separamos aqui três formas que geralmente são usadas pelo poder público municipal para disponibilizar ofertas de parcerias de negócio com empresas do ramo privado.

1. Licitações Públicas Municipais

As licitações são o principal método pelo qual as prefeituras contratam serviços e adquirem produtos.

Empresas interessadas em fazer negócios com o poder público devem estar atentas aos editais de licitação publicados nos diários oficiais e nos portais de transparência da prefeitura.

2. Chamamentos Públicos

Além das licitações, as prefeituras também podem realizar chamamentos públicos para contratar serviços específicos ou parcerias público-privadas em áreas como educação, saúde, e assistência social.

Esses chamamentos podem também ser feitos via site, ou quem sabe nas redes sociais oficiais das prefeituras.

Mantenha-se conectado nesses canais para obter esses serviços em primeira mão.

3. Parcerias e Convênios

As prefeituras também podem estabelecer parcerias e convênios com empresas privadas para a realização de projetos e programas de interesse mútuo, muitas vezes financiados por recursos públicos e privados.

Ter contato com os principais agentes políticos das prefeituras como: Secretários e assessores pode fazer com que você obtenha informações de oportunidades de negócios com mais facilidade.

Explore a possibilidade de parcerias com o poder público municipal

Em resumo, explorar oportunidades de negócio com o poder público municipal requer diligência, networking e compreensão das demandas locais.

Empresas que conseguem se destacar nesse mercado podem não apenas garantir contratos lucrativos, mas também contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar da comunidade em que atuam.Fique ligado em nossas dicas sobre Relações Institucionais e Governamentais (RIG). Todas as semanas novos conteúdos.

Como as Relações Governamentais conectam os interesses das empresas com o Banco Central?

As Relações Institucionais e Governamentais (RIG) desempenham um papel crucial no ambiente empresarial, conectando as necessidades e interesses das empresas com as políticas e regulamentações do governo, neste caso, o brasileiro.

No contexto financeiro, essa interação ganha uma dimensão especial com o Banco Central, uma instituição fundamental na condução da política monetária, além de ser fortemente atuante na regulação do sistema financeiro.

A Elo preparou este artigo para explorarmos como as Relações Governamentais conectam os interesses de uma empresa com o Banco Central, analisando seu papel, influência e benefícios para o mundo corporativo.

Antes disso, achamos interessante revisitarmos alguns conceitos importantes que serão fundamentais para o entendimento de nosso viés argumentativo.

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O que é o Banco Central?

O Banco Central (BC) é uma instituição financeira de caráter público, ou seja, administrado pelo governo federal. o BC é responsável por formular e executar a política monetária e cambial de um país, ou seja, questões pertinentes à atividade financeira de todas as instituições instaladas no Brasil.

banco central em Brasília

Além disso, o Banco Central tem a  finalidade de atuar como regulador do sistema financeiro, garantindo a estabilidade econômica e o bom funcionamento do mercado.

O BC está situado em Brasília, na sede do SBS (Setor Bancário Sul) – na Asa Sul (bairro da região administrativa de Brasília).

Dentre as funções do Banco Central, estão as três principais:

O Banco Central existe apenas no Brasil?

O conceito de banco central evoluiu ao longo do tempo e se espalhou por muitas nações. Atualmente, a maioria dos países possui um banco central, embora as estruturas e os poderes dessas instituições possam variar.

Alguns dos bancos centrais mais conhecidos incluem:

Esses bancos centrais, juntamente com muitos outros ao redor do mundo, desempenham um papel crucial na gestão econômica de seus respectivos países, com a função de:

Quem exatamente define o presidente do Banco Central?

No Brasil, o presidente do Banco Central é indicado pelo Presidente da República. Contudo, esta figura precisa também ser aprovada pelo Senado Federal.

Como acontece a gestão do Banco Central?

A gestão do Banco Central envolve uma série de processos complexos e decisões estratégicas.

A diretoria é responsável por algumas funções principais como:

Em termos gerais, todas as medidas tomadas pela gestão do banco central visam alcançar os objetivos macroeconômicos do país, como o controle da inflação e a estabilidade financeira.

Quais movimentações específicas do Banco Central vão ao encontro do mundo corporativo?

As decisões e políticas do BC  têm um impacto significativo sobre as operações e estratégias das empresas, especialmente aquelas ligadas ao setor financeiro.

Algumas movimentações específicas incluem:

Como uma assessoria de RIG pode defender os interesses de uma empresa perante o Banco Central?

Uma Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) pode desempenhar um papel fundamental na defesa dos interesses da empresa perante o Banco Central.

Essa defesa de interesse pode ser realizada de 3 formas diferentes, sendo elas: 1) lobby, 2) advocacy e 3) networking. Através dessas formas, uma equipe de RIG pode:

Quais as vantagens de uma empresa que está sempre antenada às movimentações do Banco Central?

Uma empresa que possui o apoio de uma Agência ou Assessoria de Relações Governamentais e que está sempre antenada às movimentações do Banco Central possui diversas vantagens competitivas, incluindo:

Como a Elo Relações Governamentais pode ser útil na defesa de interesses da sua empresa?

A Elo Relações Governamentais é uma empresa especializada em oferecer serviços de assessoria e consultoria em Relações Institucionais e Governamentais, com expertise em conectar os interesses da empresa com as políticas públicas.

Em resumo, a Elo Relações Governamentais está comprometida em defender os interesses de sua empresa perante o Banco Central, contribuindo para o seu crescimento e sucesso no mercado.

Neste artigo, exploramos a importância das Relações Governamentais na conexão dos interesses da empresa com o Banco Central.

Desde a compreensão do papel do Banco Central até o papel das assessorias de RIG, fica claro que uma abordagem estratégica e proativa é essencial para garantir uma relação positiva e produtiva entre as empresas e as instituições governamentais.

O que é um Veto? Entenda os pormenores dessa decisão política no Brasil

Quando se pensa em rotina parlamentar de criação de leis em uma democracia, logo vem à mente o fluxo de processos pelo qual uma lei passa desde o início até sua aprovação, porém o que muitos não sabem é que os “NÃOS” também fazem parte da rotina legislativa, e ele acontece a partir de algo chamado Veto.

O termo veto tem origem no Latim Vetare, cujo significado é vedar ou proibir. Dentro do contexto jurídico, seria “não sancionar”, ou seja, quando um órgão, pessoa ou uma autoridade se opõe a uma decisão, vedando a validade de seus efeitos jurídicos. 

O Chefe de Estado (Presidente da república), possui essa liberdade de avaliar uma proposta e vetar o texto de forma total ou parcial, contudo, isso resulta em um efeito cascata de outras ações, já que, até chegar ao momento de aprovação, uma proposta passou por calorosas discussões entre deputados e senadores.

Por consequência do veto, às propostas precisam novamente ser discutidas pelos parlamentares no intuito de “lapidá-las” para aprovação.

A Elo Relações Governamentais frequentemente publica conteúdos sobre a rotina política na intenção de preparar seus leitores quanto à linguagem que permeia o ambiente legislativo.

Por este motivo, escolhemos produzir um conteúdo exclusivo sobre Veto, para que você entenda qual a finalidade desta ação no ambiente parlamentar, e como um veto pode impactar não só a área legislativa, mas todas as demais envolvidas nas leis propostas e discutidas pelos parlamentares.

Neste conteúdo você vai entender:

Esperamos que com este conteúdo você possa reforçar ainda mais seus conhecimentos sobre a rotina política, já que ela exerce impacto direto no seu negócio.

Vamos então aos conceitos sobre Veto. 

O que é um veto na política brasileira?

Um veto na política brasileira ocorre quando o Presidente da República não prossegue em sancionar integralmente um projeto de lei aprovado previamente pelo Congresso Nacional. Isso significa que o Presidente pode rejeitar ou modificar partes específicas do projeto antes de transformá-lo em lei.

Como funciona o processo de veto?

Separamos esta seção em 2 fases para que você entenda onde exatamente o veto pode acontecer no fluxo de processos de criação de leis.

Fase de criação e aprovação do Projeto de Lei

Após a submissão do documento que contém o projeto de lei em si com todas as suas justificativas, o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) passam por um processo de discussão e aprovação do projeto no intuito de enviá-lo à sanção do Chefe de Estado.

Envio ao Presidente: o momento em que o veto pode acontecer

O projeto é encaminhado ao Presidente da República para que ele decida se sanciona (aprova integralmente), veta (rejeita total ou parcialmente) ou faz modificações.

O Presidente da República recebe o projeto de lei aprovado pelo Congresso e tem um prazo para tomar uma decisão, conforme mencionado acima: ou poderá sancionar integralmente, vetar parcialmente ou integralmente, ou realizar modificações.

Se o Presidente não se manifestar dentro desse prazo, o projeto é sancionado tacitamente, ou seja, de modo subentendido, a lei é aprovada já que a ausência de ação do presidente excedeu o prazo para sanção.

Quais são os tipos de vetos?

Existem dois tipos de vetos dentro da ambiente político, e eles podem ser facilmente identificados:

  1. Veto Total: O Presidente rejeita completamente o projeto de lei, impedindo que ele se torne uma lei.
  2. Veto Parcial: O Presidente aceita parte do projeto e veta outras partes específicas.

Por que os vetos são importantes para o ambiente político?

Entende-se que por meio da democracia, o Presidente da República é a figura responsável pelo equilíbrio administrativo que reflete no crescimento de uma nação.

Por este motivo, mesmo que os projetos sejam discutidos intensamente por representantes do povo (Deputados Estaduais, Federais e Senadores), é o presidente que se responsabiliza pela finalização de um projeto que se torna lei. 

Os vetos são importantes porque permitem que o Presidente da República revise os projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional. Isso ajuda a garantir que as leis sejam mais consistentes e estejam de acordo com a Constituição e os interesses da sociedade.

Critérios para o veto

Quem sabe você se pergunta, o que pode levar um Presidente a vetar um projeto de lei, já que tal projeto já foi intensamente discutido e aprovado por parlamentares com diferentes visões políticas e com anos de experiência e conhecimento jurídico?

Existem 4 critérios que podem levar um Presidente a vetar um projeto de lei, sendo eles.

Impacto na rotina parlamentar: Quando o Congresso derruba o veto presidencial

Os vetos podem impactar a rotina parlamentar, pois o Congresso Nacional pode decidir derrubar o veto do Presidente.

Porém, você precisa entender que para isso acontecer, é necessário um quórum qualificado e a realização de uma votação em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Se a maioria absoluta de deputados e senadores votar pela derrubada do veto, as partes vetadas do projeto são reintegradas e se tornam lei.

Os vetos são mecanismos fundamentais para garantir que as leis sejam mais aprimoradas, evitando inconsistências e conflitos com a Constituição, e para equilibrar o poder entre os poderes Executivo e Legislativo.

Como saber quais vetos estão em tramitação?

Os vetos que estão em tramitação podem ser analisados por qualquer cidadão que tenha interesse na rotina política:

Você mesmo pode acompanhar por meio do Portal Oficial do Congresso Nacional: Vetos em Tramitação.

Portais de notícias ligados à política geralmente discorrem sobre os projetos vetados e também sobre o detalhamento das discussões políticas sobre os temas em votação.

Recentemente, por exemplo, foram vetados projetos relacionados à demarcação das terras indígenas, dentre outros temas ligados à posse de terras tradicionalmente ocupadas.

Além disso, temas importantes como a desoneração da folha de pagamento para alguns segmentos, também sofreram vetos presidenciais, os quais foram contestados pelos parlamentares na derrubada dos vetos.

Fique atento ao que acontece na rotina parlamentar

Ter um setor de relações governamentais poderá deixar você a par das movimentações políticas no sentido de antecipar possíveis impactos no seu segmento.

Todas as decisões políticas, principalmente aquelas voltadas às questões econômicas, podem estabelecer interferência direta na rotina das empresas.

Contar com uma assessoria de relações governamentais poderá ajudar você a ter este elo com os assuntos políticos de uma forma ainda mais especializada.

Já imaginou ter especialistas em política e economia avaliando os impactos e as oportunidades para o seu segmento? Se você tem interesse em contar com uma empresa especializada, entre em contato com a ELO.

Entenda os impactos da legislação brasileira no setor de Telecomunicação

Aos olhos do usuário final, o cidadão brasileiro, a telecomunicação se traduz no dispositivo móvel que está em suas mãos, lhe trazendo informação, entretenimento, ou até mesmo oportunizando seu trabalho ou estudo, porém, se dermos vários passos anteriores a isso, poderemos perceber o que está por trás da conectividade que integra as pessoas no mundo virtual.

Quando falamos sobre telecomunicações, nos referimos a infraestrutura digital do país, a qual abrange serviços como:

Esses e outros serviços compõem a entrega que o ramo de telecomunicação faz aos usuários finais que, diga-se de passagem, estão cada vez mais adeptos da tecnologia para suas operações diárias.

De acordo com a pesquisa publicada pela TIC Domicílios, em 2022, aproximadamente 81% da população brasileira confirmou ter o hábito da conectividade com a internet.

Já em 2023, a pesquisa revelou que 84% dos brasileiros já possuem o hábito de se conectar à internet para usos pessoais ou profissionais.

Este número representa que mais de 150 milhões de pessoas apenas em território nacional fazem uso da internet em seu dia a dia.

Quando traduzimos a telecomunicação em números, percebemos o valor e a importância de termos empresas de telecomunicações bem alinhadas à legislação brasileira, no intuito de garantir a continuidade de conexão das pessoas.

Quais são as principais empresas provedoras de conectividade no cenário das telecomunicações?

Apesar de o setor de telecomunicação contar com empresas de diversos nichos de mercado, os grandes players deste mercado fazem parte de um grupo seleto composto por:

Historicamente falando, essas empresas têm dominado o mercado das telecomunicações por meio da oferta de diferentes serviços aos consumidores finais e empresas brasileiras.

O lado bom da competitividade dessas empresas é a oferta variada em inovações aos usuários, levando também ao aumento da qualidade da cobertura em todo o país.

Quais tipos de empresas estão ligadas ao ramo das telecomunicações?

Os diferentes segmentos de empresas que estão ligados ao ramo das telecomunicações são:

Isso mostra que o “leque” de empresas ligadas ao setor de telecomunicações é bem amplo, além de empregar milhares de pessoas em todo o território nacional.

O contexto político das telecomunicações no Brasil

O ramo das telecomunicações no Brasil é regido pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Este órgão é responsável por fiscalizar o segmento, e também liderar as discussões e pesquisas para implementação de políticas públicas que promovam tanto a concorrência, quanto a expansão da infraestrutura para ampliação do acesso à tecnologia.

A evolução da telecomunicação no Brasil se deu de forma muito acelerada nos últimos trinta anos, desde o advento e evolução da internet.

Outro pilar político da Telecomunicação no Brasil é a própria LGT (Lei Geral e Telecomunicações), a qual foi firmada para estabelecer as normas e diretrizes para concessões, autorizações e licenças às empresas que competem neste segmento.

Além da LGT, outro pilar legislativo é o próprio Marco Civil da Internet, que estabelece princípios, além da garantia de direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

O Marco Civil é exatamente o termômetro que classifica o uso de conteúdos que podem ou não circular de acordo com a legislação brasileira. 

Outra lei que impactou diretamente o setor de Telecomunicações no Brasil foi a própria LGPD, uma vez que, a partir da internet, muitas empresas captam informações dos usuários da internet, podendo, inclusive, ser informações de cunho pessoal e sensível, as quais ficam armazenadas em bancos de dados virtuais (na nuvem).

Nota-se que assim como muitos segmentos sociais no Brasil, a Telecomunicação também possui suas linhas limítrofes para operar de acordo com a postura política do país.

Oportunidades de negócios com o Governo Brasileiro para Empresas de Telecomunicações

Nem tudo são exigências, leis, limites e normas. Apesar de o governo Brasileiro dispor de regras bem definidas para orientar o ramo das telecomunicações, é possível ver uma série de oportunidades que o próprio governo pode oferecer às organizações ligadas a Telecomunicação por meio da criação de novas políticas públicas.

Um grande avanço dos últimos anos é a condução do acesso à internet para comunidades remotas, ou seja, lugares onde a infraestrutura possui um alto custo de instalação por estarem longe dos grandes centros.

O governo abre leilões para prestação de serviço de redes de telefonia móvel para áreas rurais, e isso envolve não somente a parte de inteligência e conectividade, mas também a infraestrutura, a qual emprega a maior parte dos trabalhadores deste ramo.

Outro avanço tecnológico que tem sido estudado e também pautado em discussões políticas é o conceito Smart Cities, que, com base na Indústria 5.0 (ou Sociedade 5.0), tem a intenção de colocar a tecnologia como serviço para facilitação de operações humanas, tanto em questões como:

Todas essas inovações requerem a criação de novos projetos que integram a conectividade, a infraestrutura, bem como a manutenção constante de todos esses serviços.

Estar atento às movimentações políticas dos estados e municípios é imprescindível para que as empresas saibam o timing certo para captar novas oportunidades de negócios, como licitações dentre outros meios pelos quais as empresas podem prestar serviços aos governos dos municípios, estados ou até mesmo ao governo federal.

Exemplos de licitações para empresas do ramo de telecomunicações

Podemos citar aqui dois exemplos de licitações que são oportunidades criadas pelo governo para se conectar com organizações privadas:

  1. Leilões de Frequências para Telecomunicações: O governo realiza leilões de espectro de frequências para expansão e melhoria das redes de telefonia móvel, 4G, 5G e outras tecnologias de comunicação.

As empresas de telecomunicações participam desses leilões para adquirir direitos de uso de frequências, expandir suas operações e melhorar a cobertura de serviços.

  1. Programa Wi-Fi Brasil: Iniciativa do governo federal para levar internet de alta velocidade para áreas remotas por meio da instalação de pontos de acesso Wi-Fi gratuitos em locais públicos.

Empresas do ramo de telecomunicações podem participar da implantação e manutenção desses pontos de acesso.

Fique atento às oportunidades para sua empresa do ramo de Telecomunicações

Reforçamos aqui nossa capacidade de entregar exatamente o que a sua empresa precisa em termos de Relacionamento Governamental.

Com uma vasta experiência no ramo das telecomunicações, a ELO se destaca em seu serviço de monitoramento político, sendo um elo entre as oportunidades oferecidas pelo Governo e a atuação da sua empresa.

Se você deseja levar sua empresa a um novo patamar inserindo-se na atividade política, não deixe de conversar com nossos especialistas.

Medida provisória: como funcionam as decisões urgentes tomadas pelo Presidente

Em termos gerais, os projetos de lei, as PECs dentre outros dispositivos legais passam por diversas etapas antes de serem promulgados e posteriormente comunicados à sociedade em vias oficiais, porém, quando se trata de medida provisória, as etapas de oficialização das decisões do governo funcionam de forma totalmente diferente.

Neste artigo vamos abordar as particularidades de uma Medida provisória, bem como entender como as decisões são tomadas, assinadas e anunciadas oficialmente aos brasileiros.

Antes de prosseguirmos com o assunto, não deixe de visitar nossa seção de notícias que traz uma série de artigos que abordam as mais diversas particularidades da política brasileira.

Em nossos conteúdos você vai aprender de forma didática como funcionam as etapas desempenhadas pelos parlamentares nas mais diversas áreas de atuação.

Vamos agora ao conceito de medida provisória e os demais assuntos relacionados ao seu funcionamento.

O que é uma medida provisória?

A medida provisória é um dispositivo legal que possui o peso de  uma lei, porém, não precisa passar previamente por todas as etapas de discussão e representação parlamentar para ser estudada e aprovada, ou seja, a medida provisória tem a finalidade de promulgar uma decisão do governo em caráter de urgência.

Significa dizer que quando não há tempo para o estudo e discussão da lei pelos parlamentares, usa-se o dispositivo de medida provisória para que alguma regra seja oficialmente divulgada e entre em vigor para que todos a cumpram.

Em relação aos três poderes, poderíamos dizer que no caso da medida provisória, o chefe de estado (Presidente da República), principal representante do Poder Executivo, realiza a iniciativa do conteúdo que, em tese, seria competência do Poder Legislativo.

Contudo, mesmo que a Medida Provisória tenha partido do Presidente, este precisa encaminhá-la ao Congresso Nacional, representado por duas casas legislativas competentes para que haja uma breve análise para aprovação (Câmara dos Deputados e Senado Federal).

Como funcionam as etapas de criação e promulgação de uma MP?

Como dito anteriormente, a iniciativa de uma Medida Provisória parte do presidente, porém, este conteúdo deve ser posteriormente encaminhado ao Legislativo para uma análise pontual e de aprovação.

O conteúdo da Medida Provisória passa a ser avaliado por uma comissão composta de Senadores e Deputados com o objetivo de avaliar o mérito da proposta.

Após a avaliação da comissão mista, a Medida provisória precisa passar pelo processo de votação de forma separada em ambas as casas, ou seja, primeiramente na Câmara dos Deputados e posteriormente no Senado Federal.

Qual o prazo para aprovação de uma medida provisória?

O Congresso  Nacional possui um prazo de até 120 dias para avaliar o mérito de uma Medida Provisória. Este prazo é contado a partir da sua edição. Caso a Medida provisória não seja votada em até 45 dias, ela entra em regime de urgência, passando a  trancar a pauta de votações da casa em que estiver tramitando. Isso significa que, caso haja outras matérias que precisem ser votadas, elas serão bloqueadas até que a MP seja decidida.

O que acontece se houver sugestões de emendas na Medida Provisória?

Por se tratar de uma pauta que envolve a opinião e posicionamento de diversos partidos, é comum que a análise realizada pelo poder legislativo resulte em emendas no texto, com o intuito de deixá-lo mais coerente e abrangente.

Neste caso, as emendas precisam ser pertinentes ao assunto principal da Medida Provisória, ou seja, os parlamentares não podem aproveitar a possibilidade de emenda para apontar para assuntos alheios ao tema principal da medida provisória.

As sugestões realizadas nas emendas voltam para o presidente da República, o qual tem a autoridade para sancionar ou vetar as emendas de forma total ou parcial.

Quando passa a valer oficialmente uma Medida Provisória?

Uma medida provisória passa a valer a partir do momento de sua divulgação, porém, para se tornar uma lei em caráter definitivo, é necessário que ela passe pelas etapas de aprovação conforme descrito no conteúdo acima.

É importante lembrar que, caso o Congresso Nacional não aprove a medida provisória no prazo estipulado, ela perde sua validade e seus efeitos são revogados.

Como a sociedade pode influenciar em  uma Medida Provisória?

É possível que algumas decisões do governo sejam tomadas para regularizar uma determinada área, porém, ao mesmo tempo, onerar outras áreas por consequência das novas regras.

Como em muitos contextos, as leis e decisões do governo precisam do olhar dos três poderes para que de fato haja uma democracia, porém, o que maioria dos cidadãos não sabem é que a pressão popular tem um valor inestimável para que as decisões de uma medida provisória prosperem ou não.

As formas que um cidadão ou um grupo de representação social pode fazer para realizar ‘pressão’ referente a aprovação de uma medida provisória é por meio de:

A reação popular é considerada uma forma democrática de a sociedade expressar seus reais interesses nas decisões do governo.

Exemplos de medidas provisórias que foram recentemente lançadas no Brasil

São muitas as situações que envolveram medidas provisórias, já que muitas pautas exigem decisões de caráter de urgência por parte do Chefe de Estado, ou seja, o Presidente da República.

Dentre esses contextos, podemos citar alguns que se tornaram icônicos na história do Brasil, como:

Medidas Provisória de Combate à COVID-19:

Como todos nós sabemos, os anos de 2020 e 2021 foram marcados por uma pandemia que movimentou todos os segmentos sociais, principalmente a área política, já que as regras sanitárias decretadas aos países sempre surge da autoridade legislativa.

Nesses anos, as medidas provisórias foram editadas para enfrentar os desafios decorrentes da pandemia de COVID-19. A exemplo disso, temos: a liberação de recursos financeiros, a flexibilização de regras trabalhistas e previdenciárias, entre outras medidas.

Lei de Abuso de Autoridade

Talvez você já tenha conhecimento sobre a Lei nº 13.869/2019, que se refere ao abuso de autoridade. Esta lei foi inicialmente aprovada como medida provisória em 2019, antes de ser convertida em lei.

Ela estabeleceu regras mais rigorosas para a atuação de agentes públicos que utilizavam de uma posição privilegiada de autoridade para oprimir civis em algumas situações de conflito.

Intervenção Federal no Rio de Janeiro

Intensamente noticiada no ano de 2018, foi decretada uma intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro devido aos conflitos relacionados à segurança e combate à criminalidade.

A medida provisória permitiu a nomeação de um interventor para lidar com a crise na segurança, no que tange à criação de estratégias ofensivas e preventivas em relação à criminalidade na cidade.

PEC – Propostas de Emenda à Constituição: Entenda sua estrutura e importância

Como já vimos em muitos de nossos conteúdos publicados aqui, a constituição é a lei suprema em nosso país. Contudo, em sua versão original, ela não cobre os novos contextos sociais que nascem todos os dias, e é exatamente por este motivo que foi criado o conceito de PEC, que são mecanismos legais utilizados pelos parlamentares para realizar alterações na constituição.

Apesar de termos uma constituição forte e bem fundamentada, é necessário haver um olhar apurado nessas alterações propostas pelas PECs para que nenhuma das mudanças propostas venha a ferir os princípios constitucionais.

Uma ilustração básica deste contexto é a defesa da integridade física do cidadão, pelo fato de haver princípios fortemente ligados ao direito à vida, não pode haver aprovações de projetos que venham a ferir um princípio fundamental, por exemplo.

Para este conteúdo, separamos muito conhecimento a respeito das PECs no Brasil, na intenção de levar nossos leitores a entenderem a importância de estarmos atentos às tramitações do governo relacionadas a esses projetos.

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O que é PEC?

PEC é a sigla para Proposta de Emenda à Constituição. Este mecanismo é utilizado para propor alterações nas leis no intuito de padronizar normas para uma necessidade específica. Atualmente a PEC é o principal meio de modificação à Constituição Federal.

O que é PEC? Proposta de emenda à constituição - Saiba qual a sua função.

Como e quando foi criado o conceito de PEC no Brasil?

As Propostas de Emenda à Constituição (PECs) iniciaram no Brasil com a promulgação da Constituição de 1988. Essa constituição, conhecida também como Constituição Cidadã de foi um marco na história legislativa brasileira, pois redesenhou os aspectos democráticos após um período de regime militar.

Mais precisamente, o processo de modificação constitucional relacionado à PEC é delineado no artigo 60 da Constituição Federal. Este artigo estabelece as regras para a apresentação, discussão e aprovação de emendas à Constituição, incluindo as PECs.

Exemplos de PECs que deram origem a leis relevantes recentemente

Um claro exemplo de lei que foi implementada a partir de  uma PEC, foi a própria Reforma da Previdência, a qual impactou o país em vários âmbitos. Esta reforma foi amplamente discutida, uma vez que as consequências relacionadas ao processo de aposentadoria, pensões e benefícios de previdências em geral, de acordo com especialistas em economia, poderia causar grandes rombos aos cofres públicos a longo prazo.

A mudança envolveu alteração nas idades mínimas de aposentadoria, regras de cálculo de benefícios, contribuições previdenciárias, entre outras.

Outro exemplo que foi amplamente discutido na política brasileira foi a PEC do Teto, que ganhou popularmente este nome pelo fato de que seu conteúdo defendia uma limitação dos gastos em saúde, educação, segurança e previdência social. Esta limitação tem como referência a taxa de inflação do ano anterior, ou seja, o governo não pode prever custos que excedam a inflação anterior.

Esta foi uma medida que gerou intensos debates por parte dos representantes do povo, ou seja, os parlamentares que estudaram de perto os impactos que esta PEC poderia gerar no Brasil.

Após intensas análises, a PEC deu origem à lei que rege os gastos nas mais diversas áreas controladas pelo governo federal.

Por que a PEC é um mecanismo importante para a política?

É pelo fato de serem o principal meio de modificar a Constituição que as PECs são tão importantes na realidade da política brasileira. 

Separamos aqui alguns pontos positivos para que você entenda de forma isolada o impacto que a PEC exerce na realidade legislativa brasileira.

A PEC traz estabilidade jurídica

O fato de existir um mecanismo padronizado e que apenas funciona se estiver estritamente ligado às regras do regimento do congresso nacional faz com que o Brasil tenha uma estabilidade jurídica, de modo que as leis não se tornam frágeis, ou seja, passíveis de serem alteradas por qualquer pessoa a partir de qualquer propósito.

Para que  uma lei possa ser elaborada, ou para que haja uma sugestão de alteração à constituição federal, é necessário haver um amplo debate no qual os parlamentares venham a estudar com detalhes e os impactos previstos na PEC apresentada.

A PEC reforça a garantia de direitos fundamentais aos cidadãos

O fato da PEC discutir os aspectos jurídicos da constituição, leva os parlamentares a entenderem a complexidade de tudo aquilo que não pode ser alterado, por se tratar de um direito fundamental. 

Qualquer mudança nesses direitos deve passar por um processo rigoroso, garantindo que não sejam facilmente enfraquecidos ou eliminados.

A PEC promove o equilíbrio de poderes

Quem conhece a importância dos três poderes, quem entende o equilíbrio entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, sabe que eles devem estar sempre em dia. Do contrário, a criação ou alteração de leis poderia ter múltipla interferência, fragilizando assim o governo e os direitos dos cidadãos.

A PEC promove a reflexão e o debate democrático

A PEC promove o debate em várias camadas, tanto na parlamentar, quanto na sociedade civil composta tanto por pessoas que anseiam participar das discussões, quanto por especialistas que contribuem com conhecimento para elaboração das leis.

O fato da PEC horizontalizar o debate a construção de leis para bem comum caracteriza o nosso âmbito constitucional como democrático.

A PEC aponta para um aprimoramento constitucional

As PECs indicam que há evolução na sociedade nos mais diversos segmentos sociais, pois cada vez que uma PEC é apresentada, significa que algum setor precisa de maior detalhamento de normas para poder operar no Brasil de acordo com os padrões previstos na constituição.

Por que os empresários brasileiros precisam estar atentos às movimentações de uma PEC

Como podemos ver neste conteúdo e em muitos outros já publicados neste portal, as leis regem todos os âmbitos da sociedade, estabelecendo regras e normas específicas para que pessoas e instituições respondam ao país de forma justa e padronizada.

Por este motivo, estar atento à construção de uma lei em seu início permite ao setor privado estar atualizado quanto aos impactos que esta lei podem exercer em suas áreas de atuação.

Os exemplos dados aqui neste artigo, como o da Previdência social, por exemplo, mexeu exatamente no setor privado no que diz respeito ao tempo de contratação de colaboradores.

Contudo, acompanhar as tramitações relacionadas às PECs que acontecem constantemente em Brasília pode ser impossível para alguns empreendedores. 

Por este motivo, o setor privado precisa entender a importância de estabelecer fortes laços com a observação política do Brasil por meio de relações institucionais e governamentais.

Para muitas empresas, esta questão se resume em um setor responsável pela observância das leis e das movimentações no parlamento, contudo, existem também consultorias especializadas capazes de realizar essa análise constante do cenário político, no intuito de captar oportunidades de negócios com o governo, como também previsão e antecipação de ações que venha a dirimir possíveis impactos negativos que as novas leis podem trazer à alguns segmentos do mercado.

Com anos de experiência no mercado, a Elo Relações Governamentais atua com sua consultoria para  empresas que anseiam estar mais conectadas com os assuntos das casas legislativas.

Se você é empreendedor e entende a real importância de uma parceria que amplifique o seu relacionamento com assuntos governamentais, inicie uma conversa com nosso time para averiguar qual o melhor serviço para atender a realidade da sua empresa.

O que nós brasileiros vemos quanto à movimentação política é, na maioria das vezes, muito superficial quando se trata de entender as normas do Regimento do Congresso que regem a conduta dos parlamentares no congresso.

Cada ação tomada no congresso é prevista em um Regimento Oficial cujo objetivo é estabelecer regras sobre todos os procedimentos realizados no ambiente político, principalmente no Congresso Nacional.

Geralmente, quando assistimos a uma votação no congresso, ou quando acompanhamos nossos representantes legislativos como Deputados Estaduais, Federais ou Senadores, não imaginamos que desde o tempo destinado a sua fala, até mesmo os documentos de registro (Atas) possuem regras previstas no Regimento do Congresso Nacional.

Neste artigo iremos mostrar como a estrutura da movimentação política no congresso reflete às normas que foram construídas ao longo de nossa evolução política.

Além disso, outro objetivo deste conteúdo é conscientizar pessoas físicas e jurídicas a compreenderem o funcionamento do Poder Legislativo que tem como objetivo, representar os anseios da população no que diz respeito à adminstração pública.                               

O que é o Regimento do Congresso Nacional?

O Regimento do Congresso Nacional é um documento que teve sua criação em 1970, com o objetivo de estabelecer regras para a atividade legislativa mista, ou seja, quando existe atuação conjunta entre o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

Este documento vem sendo implementado desde então, recebendo novas normas de acordo com a evolução dos processos políticos.

O Regimento do Congresso se divide em títulos e subseções que discorrem sobre regras de conduta dentro do parlamento no que diz respeito a criação de projetos de leis, regras de votação, etapas de aprovação de leis, dentre outras particularidades ocorridas no congresso.

Como acessar o Regimento do Congresso Nacional

Aqui você pode acessar o Regimento do Congresso Nacional na íntegra.

Quais itens compõem o Regimento do Congresso Nacional?

O documento destinado a registrar as normas do Regimento do Congresso Nacional expõe regras que evoluíram ao longo das décadas, no intuito de deixar o processo democrático mais seguro e objetivo.

No documento, você vai ver temas como:

Esses e muitos outros temas você encontra no documento oficial que registra o regimento do congresso nacional.

Por que os empreendedores devem entender a estrutura do Regimento do Congresso Nacional

Entender sobre regimento é o mesmo que estar por dentro de como nossas leis são criadas, votadas e cumpridas.

Separamos aqui algumas vantagens pelas quais você vai entender a importância do entendimento do Regimento do Congresso Nacional por parte dos empreendedores.

Entender a estrutura do processo de criação de leis

Ao estar por dentro do regimento interno, você passa a ficar familiarizado com termos relacionados à criação das leis, além disso, você passa a entender quais os processos e discussões que uma lei passa antes de chegar a sanção pelo Chefe de estado.

É neste momento que, como empreendedores, nos damos conta de como é importante escolhermos pessoas que tenham conhecimento político para representarem os anseios do ambiente corporativo, uma vez que as leis podem ajudar, porém também podem impactar negativamente os negócios quando não são tratadas com a devida observação.

Acompanhar os debates e votações

Ao absorver o conteúdo do Regimento do Congresso Nacional, você passa a entender o porquê das etapas realizadas nas sessões plenárias. Além disso, você consegue acompanhar as comissões, bem como os prazos das apresentações de emendas.

Fiscalização do poder legislativo

A melhor forma de fiscalizar o desempenho dos representantes legislativos, é por meio do pleno entendimento das regras contidas no Regimento do Congresso.

Sem este conhecimento, você fica sem saber se os representantes estão ou não agindo de acordo com suas funções.

Além disso, entender o Regimento do Congresso ajuda você a entender quais são os direitos e deveres de seus representantes.

Engajamento cívico de empreendedores

Quanto mais empreendedores ligados aos assuntos políticos, melhor será o relacionamento das políticas públicas com o universo corporativo.

Sabemos que as organizações no Brasil operam de acordo com leis fiscais, econômicas, dentre outras regras de conduta específicas de cada área de atuação. Da mesma forma, sabemos que a não observância dessas leis e regras pode culminar em sanções às empresas.

Por este motivo, entender o Regimento do Congresso faz com que os empreendedores dominem melhor os assuntos e assim sejam mais ativos na cobrança de posições mais sólidas de seus representantes.

Combater a má gestão e os crimes legislativos

Ao entender melhor o Regimento do Congresso Nacional, você se torna um agente de combate à corrupção, uma vez que se torna mais fácil identificar as inconsistências administrativas quando se entende o padrão pré-estabelecido no Regimento.

Como ocorre a alteração e atualização do Regimento do Congresso Nacional

Primeiramente, é importante salientarmos que qualquer membro do congresso está habilitado para sugerir e apresentar alterações no Regimento do Congresso Nacional. O processo deve ser realizado por meio de Projetos de Resolução, que nada mais são do que instrumentos legislativos usados para sugerir as modificações no Regimento.

Após a apresentação da sugestão de mudança do Regimento do Congresso, é realizada uma discussão para votação das casas legislativas, levando em consideração, obviamente, o critério de maioria dos votos.

Após aprovada a alteração do regimento interno, é realizada a redação final, levando em consideração as emendas aprovadas após a discussão dos parlamentares, e por fim, o presidente da Câmara promulga o Regimento alterado em um ato formal que oficializa a atualização do Regimento do Congresso Nacional.

Em resumo: Regimento do Congresso Nacional

O Regimento do Congresso Nacional é um dos documentos mais importantes do ambiente político, pois ele tem a finalidade de orientar as etapas legislativas nos mais diferentes contextos, fazendo que os processos sejam padronizados, evitando assim que a administração das leis seja feita com base em processos antidemocráticos.

Para ficar atento às movimentações políticas e para diminuir o impacto das decisões do governo no seu negócio, considere a consultoria da ELO Relações Governamentais, e veja como podemos transformar o ambiente político em um canal de oportunidades para a sua empresa.

9 órgãos governamentais que toda empresa deveria ficar de olho

Antes de iniciarmos os assuntos sobre os órgãos governamentais que merecem a atenção das empresas ligadas à iniciativa privada, devemos ressaltar que frequentemente salientamos em nosso conteúdo a importância das corporações ficarem atentas às movimentações do governo, no que tange às decisões que impactam o universo corporativo.

Os órgãos governamentais são instituições lideradas por pessoas apontadas pelo governo vigente. O propósito dessas instituições é encontrar soluções de acordo com sua área de atuação, além de administrar a verba liberada pelo Governo, para fins de investimento em projetos e ações em prol da sociedade.

Essas instituições respondem à liderança de seus respectivos ministros, que por sua vez atendem ao planejamento do Chefe de Estado (Presidente da República).

Além disso, todos os órgãos governamentais agem de acordo com decretos e leis, sendo supervisionados por outros órgãos responsáveis pela fiscalização de sua conduta.

Apesar de você já saber disso, qual a finalidade de estar atento às movimentações desses órgãos, e como eles podem ser agentes criadores de oportunidades para a iniciativa privada?

O objetivo deste artigo é justamente discutir essa necessidade de constante atualização, além de desenhar um panorama dos principais órgãos que as empresas deveriam seguir, monitorar e, por que não, interagir com. 

Por que minha empresa deve se importar com órgãos governamentais?

Todas as as áreas de atuação (segmentos do mercado), são livres para empreender no território brasileiro, desde que estejam resguardadas pela lei vigente, desde leis relacionadas a questões comerciais e financeiras, como documentos fiscais, leis trabalhistas, até questões logísticas como lei de exportação e importação de bens de consumos.

Basicamente todos os negócios precisam em algum momento observar a lei para poderem operar em suas relações comerciais.

O que muitas pessoas deixam de perceber neste momento, é que a maioria das novidades que são lançadas, são divulgadas pelos principais canais dos órgãos governamentais, por exemplo, se você é do ramo farmacêutico, certamente precisará ficar atento aos informativos lançados pelo Ministério da Saúde, Logística e Transporte, Receita Federal.

Se sua empresa é do ramo de insumos para o ramo agrícola, certamente sua empresa precisará estar atenta ao que é divulgado pelo ministério da agricultura.

Os impactos negativos que você pode prever

As atualizações feitas por esses órgãos têm a responsabilidade de informar aos interessados sobre mudanças nas normas de atuação, de modo que a não observância dessas mudanças, pode ocasionar em sanções por parte dos órgãos fiscalizadores, e dependendo do valor dessas multas, sua empresa poderá ser prejudicada financeiramente.

Os impactos positivo que você pode antecipar para criar oportunidades

Saindo da perspectiva do impacto negativo, comentamos aqui os impactos positivos. Muitas vezes, os órgãos governamentais são responsáveis por informar benefícios como: crédito financeiro com taxas especiais para empresas de ramos específicos, benefícios gratuitos do governo para capacitação profissional dos colaboradores, como cursos, formações de nível superior, dentre outros fatores que abrem portas para sua empresa.

Imagine que o governo brasileiro tenha realizado uma parceria internacional que vai intensificar a exportação de laranja. Empresas deste ramo, poderão antecipar o crescimento de suas frotas para participar deste movimento de crescimento econômico. 

Contudo, as organizações privadas só ficarão sabendo das novidades lançadas pelos órgãos governamentais caso estejam atentas às movimentações desses órgãos.

Quais os 9 órgãos governamentais que devem estar na mira dos empresários?

Dentre os órgãos governamentais existentes na administração pública, selecionamos aqui 9 das principais instituições que devem estar no radar dos empreendedores brasileiros.

Ministério da Economia

Importante para todos os segmentos do mercado, o ministério da economia é responsável pela formulação de políticas econômicas, orçamento e finanças públicas.

O monitoramento deste órgão é muito importante  para que as empresas  entendam as políticas fiscais e tributárias do país.

Ministério do Desenvolvimento Regional

Este órgão também deveria ser monitorado por todos os segmentos, porém, observe que por se tratar de desenvolvimento regional, sua atenção deve se voltar às comunicações referentes ao seu estado (UF).

O Ministério do Desenvolvimento Regional é o órgão é responsável por promover o desenvolvimento das regiões do Brasil, incluindo programas de infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Empresas ligadas à construção civil são uma das maiores beneficiadas neste contexto, pois podem participar de editais de licitações, realizando contratos de prestação de serviços diretamente com o estado ou municípios.

Ministério da Infraestrutura

O Ministério da Infraestrutura é órgão governamental que atua na promoção e implementação de projetos de infraestrutura, incluindo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Neste sentido, empresas ligadas a esta área poderão se beneficiar também pela participação em processos licitatórios que promovam parcerias com o governo dos estados e municípios.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Este órgão também atua em todos os segmentos do mercado. O BNDES oferece financiamentos e apoio financeiro para projetos de investimento e desenvolvimento de empresas.

É através do BNDES que muitas empresas buscam recursos econômicos para financiar seu crescimento no cenário competitivo.

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)

Este órgão rege a legislação do ramo elétrico no Brasil. A ANEEL pode beneficiar empresas prestadoras de serviço como:

Este órgão governamental regula e fiscaliza o setor de energia elétrica, incluindo concessões e licitações para projetos de geração e transmissão de energia.

Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)

A ANATEL é o órgão governamental responsável pela regulação do setor de telecomunicações, incluindo leilões de frequências e licitações para serviços e infraestrutura de telecomunicações.

Além disso, o órgão atua na proteção dos direitos dos consumidores e na garantia da qualidade dos serviços de telecomunicações no país.

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

São muitas as empresas que se enquadram neste ramo da Coberto pela ANP. Desde postos de gasolina, até mesmo empresas do ramo logístico ligadas ao transporte de combustível são impactadas pelas leis e normas desta área.

A principal função deste órgão governamental é regular e fiscalizar as atividades relacionadas à exploração, produção, distribuição e comercialização de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil.

Além disso, este órgão administra e monitora as licitações para exploração e produção de petróleo.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Sabendo que o Brasil é um grande “celeiro” de produtos para exportação, trazemos aqui a realidade de um dos principais ministérios capaz de impactar a economia do país.

Quando se fala em agricultura, logo pensamos em abastecimento local e internacional, que envolve transporte (exportação).

Produtores rurais, além de empresas ligadas à logística e também ao relacionamento internacional são os mais impactados neste ramo.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é responsável pela legislação relacionada ao ramo dos alimentos, por isso existe a importância de monitorá-lo com frequência.

Ministério da Saúde

Último, porém não menos importante, este órgão lidera as decisões legislativas e administrativas relacionadas às empresas do ramo da saúde, como:

Esses e muitos outros ramos devem trabalhar, observando as movimentações deste órgão, bem como as oportunidades por ele criadas.

Os padrões utilizados de modo uniforme em todos os hospitais do Brasil são definidos pela liderança do ministério da saúde, isso tem um impacto tanto no ramo público como privado.

Além disso, as demais profissões também devem ter suas práticas asseguradas pela legislação voltada à área da saúde.

Qual a melhor forma de ficar atento às movimentações desses órgãos governamentais

Nossa  recomendação é baseada em nossa atuação no mercado como elo entre o governo e as instituições privadas.

A Elo Relações Governamentais realiza essa ponte entre os interesses de uma empresa e os impactos  gerados pelas decisões do governo, sejam eles positivos ou negativos.

Atuamos tanto na parte de consultoria, munindo a empresa de conhecimento necessário para lidar com assuntos de ordem política, quanto na realização de monitoramento dos trâmites do governo, vinculando sempre aos interesses da empresa contratada.

Se você quer ter sua empresa no foco das decisões governamentais que geram novas oportunidades de negócios, conheça mais nossos serviços e saiba como podemos elevar sua atuação no mercado.

Câmara dos deputados: Como funciona o processo de votação e aprovação de leis?

A Câmara dos deputados é um dos lugares mais observados na atualidade, pois é nela que são aprovadas as leis, emendas, e decisões que impactam na legislação brasileira. 

Contudo, as câmaras não estão restritas somente ao âmbito federal. Certamente você já deve ter ouvido falar das decisões que seus vereadores aprovaram na câmara municipal da sua cidade, certo?

No cenário político brasileiro, por conta da democracia, temos representantes no poder legislativo cuja função é estudar, criar soluções, discutir ações, e aprovar ideias para um bem comum social, tudo isso relacionado às leis. Por este motivo, temos na esfera federal, estadual e municipal as câmaras, que são responsáveis por hospedar os eventos legislativos que definem o rumo das cidades, estados e do país.

Neste conteúdo, vamos abordar sobre as decisões a nível nacional, ou seja, aquelas que são discutidas, aprovadas ou reprovadas na câmara dos deputados.

Em TV aberta, é possível acompanhar em tempo real algumas das principais votações do plenário, muitas delas acaloradas por discussões polarizadas onde cada parlamentar defende os interesses de sua ala ou de seus representados.

Contudo, na maioria das vezes, só conseguimos ver os resultados dessas discussões, e não de fato entender como elas acontecem internamente.


Você já parou para pensar:

Todos esses assuntos iremos abordar nas seções a seguir. A intenção deste conteúdo é informar pessoas que querem aprender como funciona o processo de votação na câmara dos deputados.

De que forma um deputado apresenta um projeto de lei para ser votado na Câmara dos Deputados?

Os deputados precisam apresentar um texto para a proposição, o qual pode vir a se tornar:

Para que haja uma organização e priorização das votações, existem algumas etapas pelas quais o texto precisa passar para ser submetido à Câmara dos Deputados.

Primeiramente, o texto precisa ser redigido e revisado para que não haja logo de início problemas de interpretação da proposição feita pelo deputado.

O registro dessa proposta é o segundo passo, que deve ser feito na Câmara dos Deputados, na Mesa Diretora. É importante lembrar que o formato do texto deve seguir o Regimento Interno da casa legislativa.

Dentre os requisitos, algumas proposições deverão conter os seguintes itens:

Após a finalização do texto, ele é submetido a uma ou mais comissões parlamentares, dependendo do seu assunto.

As comissões então analisam e debatem a proposição em detalhes antes que ela vá a voto no plenário.

Após ser submetido à câmara, o texto da proposição passa pela discussão dos deputados, que geralmente é o momento captado pelas câmaras e divulgado nas mídias tradicionais e digitais.

Por se tratar de um sistema bicameral, como o brasileiro, o projeto chega à próxima casa, o Senado, onde passa por um processo de análise e discussão semelhante à casa anterior.

Após a aprovação e assinatura do chefe de Estado (Presidente) o projeto segue para promulgação e publicação, tornando-se uma lei, publicada no Diário Oficial da União.

Regras geral sobre a votação na câmara dos deputados

Existe a necessidade de haver um quórum de no mínimo 257 deputados para que seja possível o início de um processo de votação.

Quais são os três tipos de votação que acontecem na câmara dos deputados?

Apesar de todos nós termos em mente que os projetos são votados, nem sempre temos a certeza de qual será a modalidade desta votação.

De acordo com o site Oficial da Câmara, a votação pode acontecer de três diferentes formas:

  1. Votação simbólica

Neste tipo de votação, os votos individuais não são computados de forma eletrônica, sendo assim, não há como registrar o voto de cada deputado, nem tampouco a quantidade dos que votaram contra ou a favor do projeto.

Nesta modalidade, cabe ao presidente da Câmara de Deputados anunciar o manifesto dos votos. 

  1. Votação nominal

Este tipo de votação da Câmara dos Deputados é realizado pelo sistema de votos eletrônico. Logo, torna-se possível verificar a quantidade de votos contrários ou a favor, e como cada deputado votou.

Este tipo de votação segue o Regimento interno da Câmara, e é utilizado em  contexto que exigem quorum especial, como nos casos de propostas de emenda constitucional, por exemplo.

  1. Votação secreta 

Também feita pelo sistema eletrônico, esses votos apuram apenas o nome dos deputados que participaram do processo e também o resultado final, porém sem apontar o posicionamento de cada parlamentar.

Este tipo de votação acontece, por exemplo, em contexto de eleições, como para presidente dentre outros membros da diretoria.

O que é necessário para que aconteça aprovação de uma matéria no plenário?

O que vai determinar a regra de aprovação de uma proposição feita por um parlamentar na Câmara dos deputados é  o tipo dessa proposição.

Aqui abordaremos os três tipos de proposição existentes:

  1. Projeto de lei e medida provisória: Neste caso, é necessário haver a maioria de votos favoráveis dos parlamentares que se encontram presentes na sessão, desde que na câmara esteja presente ao menos 257 deputados, ou seja, maioria presente.
  1. PEC (Proposta de Emenda à Constituição): Este tipo de votação só pode ser aprovada no Plenário em dois turnos, considerando os votos 3/5 (308 votos)
  1. Projeto de lei complementar: Este tipo de votação também deve passar por dois turnos antes de sua aprovação pelo plenário. Neste caso, são considerados os votos da maioria favorável (257 votos).

O que acontece com as proposições apresentadas após a votação dos deputados?

É necessário avaliarmos alguns contextos neste cenário. É óbvio para todos que após a apresentação da proposição, a votação consiste em aprovar ou reprovar o seu conteúdo antes da devida sanção, porém, o que acontece depois dessa votação não é tão óbvio.

Abordaremos aqui alguns contextos pelos quais a proposição votada pode passar após o processo de votação pelos deputados.

Em caso de projetos aprovados pela câmara dos deputados

No contexto de aprovação de leis pela câmara dos deputados (maioria dos votos favoráveis), a proposição passará para a próxima fase do legislativo, podendo ser enviada ao Senado ou diretamente para sanção do Chefe de Estado, no caso, o presidente da república.

Em caso de projetos rejeitados pela câmara dos deputados

Caso a maioria dos deputados reprove a proposta feita com os votos, ela obviamente não se torna uma lei, sendo assim, tal proposição sofre arquivamento, podendo ser retomada posteriormente por um ou mais deputados que anseiam  pela discussão da proposta apontando outros contextos para sua  reflexão.

Em caso de alteração da proposta na Câmara dos Deputados

É possível que diante de uma votação, a Câmara dos  Deputados peça alterações no texto da proposta, antes da realização da votação.

A proposta então passa por um processo de revisão, permitindo que outras casas, como o Senado, por exemplo, continuem a discorrer sobre as alterações na proposta antes da votação.

Em caso de conciliação entre as casas legislativas

O Brasil, assim como outras democracias, possui um sistema legislativo chamado de bicameral (deputados e senadores). Neste contexto, a proposição pode sair das mãos dos deputados e ser enviada para discussão no Senado.

Neste caso, a última casa realiza alteração e posteriormente promove uma etapa de conciliação para que sejam resolvidas as diferenças nas versões da proposta entre deputados e senadores.

Entender o funcionamento da política brasileira é essencial para os negócios

Sempre alertamos aos empreendedores, independentemente do ramo no qual atuam, sobre a importância de dominar as particularidades da política brasileira, justamente pelo fato de que as decisões legislativas podem ter impactos diretos no mundo dos negócios.

Por este motivo, a ELO se posiciona como uma Consultoria de Relações Governamentais, no intuito de ser o “elo” entre os seus interesses e as decisões políticas que podem impactar os seus negócios.

Se você tem interesse em saber como podemos auxiliar sua empresa, entre em contato com nosso time comercial.

Ministros do STF: Quem são e como chegaram ao poder?

Inegavelmente, todos reconhecem a importância dos cargos de ministros no cenário político brasileiro. O STF (Superior Tribunal Federal), conta atualmente com 11 ministros que desempenham um papel institucional na república.

O STF, que desempenha o papel de suprema corte no Brasil, interpreta e aplica a Constituição Federal (Leis brasileiras).

Com o advento das mídias sociais, o grande engajamento da sociedade em geral com os assuntos políticos tem crescido a cada ano que passa. 

Uma grande prova disso, é a grande guerra de informações, sejam elas verdadeiras ou falsas, em torno das discussões políticas, bem como das decisões do STF. O que antes era uma assunto particular a pessoas interessadas no tema, hoje é um assunto de domínio público que tem despertado o interesse de pessoas de todas as idades.

Na intenção de explicar a real função do STF e seus ministros junto a constituição brasileira, criamos este artigo que serve como um guia para leitores que desejam entender o funcionamento da Suprema Corte, e como ela desempenha um papel crucial na política e na administração pública.

Quem são os atuais ministros do STF no Brasil?

Atualmente, a suprema corte conta com 11 ministros, que são:

Qual a função de um ministro do STF Supremo Tribunal Federal?

Um ministro do Supremo Tribunal Federal Brasileiro desempenha um papel crucial no sistema judicial do país. Por ser a mais alta corte do Brasil os ministros são responsáveis pela interpretação e aplicação da Constituição Federal. Dentre as várias responsabilidades e funções de um Ministro do STF, podemos citar as principais nas seções que seguem.

Os Ministros do STF julgam os processos constitucionais

Os ministros do STF julgam casos que envolvem questões constitucionais. Isso inclui:

Garantem a Defesa dos Direitos Fundamentais

Os ministros protegem e asseguram os direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros, conforme estabelecido na Constituição. Isso inclui questões relacionadas à liberdade de expressão, igualdade, privacidade e outros direitos individuais e coletivos.

Resumindo, as leis criadas pelo Poder Legislativo não podem conter conteúdos que ferem os direitos individuais dos brasileiros, por este motivo, existe a suprema corte, responsável por dar ou não aval a uma decisão constitucional.

Os Ministros do STF julgam as autoridades públicas

Nos casos em que o julgamento envolve autoridades públicas, incluindo membros do poder executivo, legislativo e outros agentes públicos, a responsabilidade de análise do caso e julgamento é de responsabilidade dos Ministros do STF.

Isso inclui casos de corrupção, improbidade administrativa e outros crimes relacionados ao exercício do cargo.

Garantia da separação de poderes

Os três poderes no Brasil, apesar de terem funções distintas, se entrelaçam em relação aos seus processos, pois são interdependentes. Contudo, o limite entre os poderes precisa existir para que um não realize as decisões pelo outro.

Neste sentido, os ministros do STF realizam a manutenção do sistema de separação de poderes no Brasil, garantindo que cada ramo do governo (executivo, legislativo e judiciário) funcione de acordo com as regras estabelecidas na Constituição.

Garantem a Proteção da Democracia

Um dos temas mais relevantes na política brasileira é a própria eleição. Como estamos em um regime de República Democrática, o STF também tem um papel importante na proteção dessa democracia no Brasil, assegurando que as eleições sejam justas e que os princípios democráticos sejam respeitados.

Como funciona a indicação de Ministros para o STF no Brasil?

Os Ministros do STF são indicados pelo Presidente da República, porém apenas são nomeados após aprovação pelo Senado Federal.

Caso você não saiba, não basta apenas indicar uma personalidade pública para ser Ministro. Existe um processo de aprovação antes da nomeação do novo Ministro, e esta aprovação segue alguns critérios importantes.

  1. O ministro é indicado pelo Presidente da República;
  2. É realizada uma sabatina no Senado Federal para avaliação das qualificações jurídicas do profissional indicado
  3. É realizada uma votação no Senado, considerando a maioria absoluta, que corresponde a pelo menos 41 votos favoráveis, considerando que o Senado tem 81 senadores.

Em resumo, os critérios para a escolha de um ministro do STF não são rigidamente definidos pela Constituição, contudo, percebe-se que envolvem considerações de:

Os perfis de carreira jurídica que geralmente recebem essas indicações são: juízes, promotores ou advogados de destaque, que tenham muito conhecimento do direito e da Constituição.

Quanto tempo dura o mandato de um Ministro do STF no Brasil?

A Constituição garante aos ministros do STF um mandato vitalício, ou seja, ininterrupto, sendo que eles são aposentados compulsoriamente aos 75 anos de idade. Dessa forma, só pode haver uma nova ocupação de cargo em casos de aposentadoria ou até que renunciem voluntariamente. Essa decisão foi tomada, visando garantir a independência do tribunal e a estabilidade na interpretação da Constituição.

Qual a melhor forma de conhecer a carreira profissional dos atuais ministros do STF?

Por se tratar de um cargo público criado para servir a sociedade brasileira, as informações sobre os ministros são públicas para que todos saibam de suas competências. Aqui você confere a lista dos Ministros do STF no Brasil.

No portal oficial do Supremo Tribunal Federal, existe a lista dos ministros vigentes, bem como links que levam ao seu Curriculum Vitae, documento este que detalha o resumo profissional dos ministros, bem como a data de sua indicação para o cargo.

Como ocorre a eleição do presidente do STF no Brasil?

A eleição do ministro que irá presidir a suprema corte no Brasil é feita internamente entre os ministros vigentes. Contudo, existem também processos a serem seguidos para eleição deste cargo tão importante dentro do STF.

Qual a importância de saber os trâmites que ocorrem no STF?

Conhecer a estrutura da nossa suprema corte, é um sinal de interesse no funcionamento da política brasileira, a qual impacta tanto o dia a dia das pessoas,  e também a rotina das instituições, sejam elas públicas ou privadas.

Estar por dentro das decisões do Supremo nos ajuda a formar opinião sobre o rumo da política brasileira, bem como, a entender o posicionamento ideológico da gestão vigente, e isso reflete diretamente na forma como escolhemos nossos governantes.

Como empresa, estar atento às movimentações do STF, ou de quaisquer outros órgãos ligados à política pode ser um grande desafio, dadas as grande responsabilidades assumidas pelos gestores e suas rotinas. Por este motivo, a ELO Relações Governamentais se posiciona como uma Assessoria a empresas que querem ter uma atenção aos resultados das discussões e votações políticas, uma vez que tais decisões podem impactar diretamente alguns segmentos sociais.
Conheça a ELO Relações Governamentais, e saiba como nossos serviços podem ser úteis para o seu planejamento estratégico.

Falar sobre relações governamentais implica em considerar a esfera política e suas influências nas demais áreas da sociedade, sejam elas relacionadas ao mercado ou não.

Relações Governamentais - Elo Consultoria Especializada

O cenário político brasileiro está em constante movimentação em relação à criação e  melhoria de leis as quais beneficiam não só o setor público, como também o setor privado

É neste momento que as organizações precisam estar atentas para estabelecer um fluxo de relações institucionais e governamentais a fim de se manterem atualizadas quanto aos impactos dos trâmites políticos.

Estar sempre atento às decisões do governo federal, estadual ou municipal é essencial, não só para obter vantagens competitivas, como  também para identificar possíveis impactos negativos que as leis podem trazer aos negócios.

Imagine que uma indústria utilize-se de matérias-primas chinesas para realizar o processo de transformação (manufatura) em produtos finais.

Dentro deste cenário hipotético, suponhamos que o governo diminua relações transacionais com a China devido a um critério sanitário previsto em lei.

Essa diminuição, fará com que haja escassez do produto importado, e consequentemente haja um aumento no valor do produto final.

Sem uma observação dos impactos das decisões políticas, as empresas correm o risco de estarem desprevenidas, diante de um impacto econômico.

Com este exemplo, chamamos a sua atenção para este artigo, cujo objetivo é servir como um GUIA COMPLETO sobre Relações governamentais bem como os seus impactos nos negócios.

O que é Relações Governamentais?

Relações Governamentais é uma área do conhecimento que observa a relação entre as organizações com o governo no que diz respeito às suas políticas públicas.

De uma forma ilustrada, podemos pensar na relação entre um empreendedor e um deputado estadual que se encontram em um ambiente de negócios.

O empresário está preocupado com o impacto das políticas públicas em seu negócio e busca estabelecer uma comunicação com o político para defender seus interesses e necessidades. 

Já o político, por sua vez, busca conhecer as demandas e perspectivas do setor empresarial para poder criar políticas públicas mais eficazes e benéficas para a sociedade.

Neste relacionamento, a área de Relações Governamentais atua como um elo entre as empresas e o governo, fomentando o diálogo e a negociação.

Essa área envolve ações como:

Dessa forma, as Relações Governamentais têm um papel fundamental no desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e na promoção de um ambiente de negócios favorável ao crescimento econômico e social.

Por que é importante estudar sobre Relações Institucionais e Governamentais para minha empresa?

As Relações Institucionais e Governamentais, também conhecidas pela sigla RIG, são fundamentais para as organizações que desejam atuar de forma estratégica no ambiente político e regulatório.

A seguir, listamos algumas das razões pelas quais se faz importante estudar sobre Relações Governamentais:

Fortalece sua imagem institucional

Quando sua empresa estabelece relações com autoridades governamentais e instituições, ela demonstra transparência e compromisso com a sociedade.

Essas relações podem contribuir para a construção de uma imagem institucional positiva e para a conquista de maior confiança por parte dos stakeholders, ou seja, sua marca se torna mais relevante no mercado.

Aumenta a sua influência no ambiente regulatório

As leis e as políticas governamentais têm um impacto direto nos negócios das empresas, no que diz respeito a questões como:

Ao obter um melhor entendimento sobre como funciona o ambiente regulatório, sua empresa poderá se posicionar de maneira mais estratégica, influenciando na elaboração de políticas que atendam seus interesses.

Amplia as oportunidades de negócios

A atuação conjunta entre governos e instituições pode gerar novas oportunidades de negócios, como parcerias e projetos de cooperação, por exemplo.

Além disso, o conhecimento sobre políticas públicas pode abrir caminhos para a participação em licitações e concursos públicos, colocando sua empresa em foco ainda maior de possibilidades de negócios.

Gestão de riscos regulatórios

Já imaginou expor a sua empresa a riscos regulatórios como multas e sanções por falta de conhecimento  relacionado a regras e políticas governamentais?

Ao estudar sobre Relações Governamentais, você pode identificar potenciais riscos e se antecipar a eles, diminuindo o risco de prejuízos.

Criação de Networking

Ao se relacionar com autoridades governamentais e instituições, você pode ampliar a rede de contatos da sua empresa, trazendo benefícios em diversos aspectos, como em:

Resumindo, relações governamentais são importantes para que a empresa possa se posicionar de forma estratégica no ambiente político e regulatório, fortalecer sua imagem institucional, ampliar oportunidades de negócios, gerir riscos regulatórios e ampliar seu networking.

Quais os tipos de empresas que devem estar atentas às relações governamentais?

Na verdade, todas as empresas podem se beneficiar do estudo e da prática das relações governamentais.

Contudo, sabemos que algumas empresas precisam ficar mais atentas a este tema devido à sua maior exposição ao ambiente político e regulatório.

Dentre as empresas que se enquadram neste perfil, podemos citar:

Empresas pertencentes a setores regulados

Empresas que atuam em setores regulados pelo governo, como:

Essas organizações precisam estar atentas às políticas e regulamentações governamentais que impactam seus negócios.

Empresas com grande impacto socioambiental

As organizações que têm grande impacto socioambiental em suas atividades fazem parte da lista de empresas que precisam de um olhar atento às políticas governamentais. A exemplo desses segmentos, podemos citar:

O motivo principal de estar conectado aos órgãos do governo é a preservação do meio ambiente e bem como o atendimento correto das demandas da sociedade por meio práticas mais sustentáveis.

Empresas com atuação internacional

Empresas com atuação internacional, que exportam ou importam produtos, precisam estar atentas às políticas comerciais e às relações diplomáticas entre países.

As organizações que lidam com dados sensíveis, como por exemplo:

Essas empresas precisam estar atentas às leis e regulamentações relacionadas à proteção de dados pessoais.

Startups e outras empresas ligadas à tecnologia e inovação

Startups que buscam inovação em setores tradicionais e regulados, precisam estar atentas às políticas públicas de fomento à inovação, bem como as mudanças regulatórias que possam afetar suas operações.

Um dos grandes avanços da política brasileira em relação às Startups foi o Marco legal das Startups, cujo propósito era aproximar o setor público de empresas ligadas à inovação capazes de fomentar o avanço tecnológico da administração pública em todas as suas esferas.

Em geral, todas as empresas devem estar atentas às Relações Institucionais e Governamentais, pois a legislação e as políticas públicas podem impactar diretamente suas operações e resultados financeiros.

Qual a melhor forma para ficar atento às mudanças políticas que impactam a minha empresa?

Listamos aqui algumas das múltiplas formas que você pode usar para estar conectado aos trâmites do governo que podem ter impacto com o seu negócio.

Acompanhe os veículos de imprensa

A imprensa é uma fonte valiosa de informações sobre as mudanças políticas que podem afetar sua empresa.

Acompanhe os principais jornais e revistas, tanto locais quanto nacionais, e esteja atento às notícias relacionadas aos setores em que sua empresa atua.

Acompanhe os órgãos governamentais

Acompanhe as agendas e os comunicados dos órgãos governamentais que regulam os setores em que sua empresa atua.

Estar presente em audiências públicas, conselhos e reuniões setoriais pode ajudá-lo a entender as mudanças políticas em curso.

Participe de associações setoriais

As associações setoriais são importantes fontes de informação e representação dos interesses das empresas que atuam em um mesmo setor.

Participe de associações que representem os interesses de sua empresa e esteja atento às informações e eventos promovidos por elas.

Contrate especialistas em Relações Governamentais

Contratar especialistas em Relações Institucionais e Governamentais pode ajudar sua empresa a entender as mudanças políticas em curso e a se posicionar de forma estratégica em relação a elas.

Os profissionais especializados em Relações Governamentais podem monitorar a agenda política e regulatória, identificando riscos e oportunidades, e ajudando a construir relações com autoridades governamentais e instituições.

Acompanhe as redes sociais

As redes sociais podem ser uma fonte valiosa de informações sobre as mudanças políticas em curso.

Com a popularização dos perfis oficiais de Figura Pública nas principais redes sociais, ficou mais fácil encontrar confiabilidade nas informações sobre o que está em tramitação nas casas legislativas.

Acompanhe os perfis dos principais políticos e autoridades governamentais, além dos perfis das associações e empresas que atuam em seu setor.

Mantenha-se atento às mudanças políticas que impactam sua empresa, é importante acompanhar os veículos de imprensa, os órgãos governamentais, participar de associações setoriais e contratar especialistas em relações governamentais.

É possível obter lucro com as relações governamentais?

Sim. Vários são os benefícios para as organizações. Contudo, esses benefícios não necessariamente se traduzem em lucro direto.

Uma empresa que trabalha de forma estratégica com as Relações Governamentais pode obter vantagens competitivas e melhorias significativas em seus resultados financeiros.

Vamos listar aqui algumas formas de como sua empresa pode se beneficiar das Relações Governamentais.

Acesso a recursos públicos para empreendedores

Uma empresa que possui uma boa relação com o governo pode ter mais facilidade em acessar recursos públicos, como:

Maior notabilidade

A participação em consultas públicas, audiências e eventos governamentais pode aumentar a visibilidade da sua empresa, gerando mais oportunidades de negócio e melhorando sua imagem diante do mercado.

Estar em evidência aumenta a sua competitividade, pois quando você passa a ser visto como uma autoridade, a tendência de você ser considerado como principal opção diante dos seus potenciais clientes é muito maior.

Redução de riscos

O monitoramento e a participação nas discussões governamentais podem permitir que a empresa antecipe mudanças regulatórias e riscos, adaptando-se a tempo e minimizando prejuízos.

Quando falamos em risco, nem sempre conseguimos ter uma dimensão de quanto isso custa em termos financeiros.

É neste momento que devemos pensar que alguns riscos podem prejudicar sua gestão, enquanto que outros podem levar empresas à falência, tudo por falta de cuidado com questões legais.

Abertura de novos mercados

Através das Relações Governamentais, as empresas podem identificar novas oportunidades de negócio em mercados regulados pelo governo, seja em nível nacional ou internacional.

Muitas vezes, ao ter contato com os órgãos governamentais, sua empresa pode identificar debilidades que o setor público possui, e transformar isso em uma nova alternativa de negócios, criando assim soluções a essas lacunas presentes na administração pública.

Órgãos do governo voltados ao setor privado e que devem ser considerados nas relações governamentais?

Listamos aqui os principais órgãos do governo cujas atribuições envolvem a criação de políticas que refletem diretamente no setor privado.

Ministério da Economia

Este ministério é responsável por formular e executar políticas econômicas e fiscais, promover a competitividade e a inovação, fomentar o comércio e o investimento, além de cuidar da gestão financeira do governo.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Esta instituição tem como objetivo principal apoiar investimentos de longo prazo na economia brasileira, fornecendo financiamento, garantias e participações societárias.

Muitas empresas desconhecem o fato de que o BNDES possui linhas de crédito específicas para ampliar os negócios de pequenas, médias e grandes empresas.

A falta de conhecimento nesta área faz com que muitos empreendedores busquem recursos em bancos privados tradicionais, cujas taxa de juros são altas, e não representam um investimento viável.

Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)

Este órgão tem a missão de promover a internacionalização das empresas brasileiras, apoiando sua participação em feiras e eventos internacionais, além de fornecer consultoria e informações sobre mercados externos.

Ao longo dos últimos anos, podemos ver muitas Startups Unicórnios, ou seja, aquelas empresas ligadas à inovação que atraíram o olhar de investidores internacionais, fazendo com que a ideia se expandisse em pouco tempo em outros lugares do globo.

A APEX serve para impulsionar essa visibilidade internacional, fazendo com que as empresas ampliem seus negócios em contato com parceiros do exterior.

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

Esta agência é responsável por regular e fiscalizar as atividades como as listadas abaixo:

Todas as empresas ligadas a este órgão precisam estar em constante atualização para que seus negócios não sofram impactos das mudanças propostas pelo governo.

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

A Anatel é capaz de regular e fiscalizar as atividades de telecomunicações, incluindo telefonia fixa e móvel, internet, TV por assinatura, entre outros.

É importante ressaltar que órgãos como a Anatel têm o poder de impactar não só as empresas, como também o consumidor final, já que a cada vez mais nos tornamos dependentes da comunicação veiculada pela tecnologia.

Como fazer minha empresa ter mais visibilidade para conseguir parcerias com o setor público?

Obtenha mais visibilidade e aumente as chances de conseguir parcerias com o setor público por meio de um envolvimento mais consistente com as políticas públicas.

Saber que isso é importante é fácil, difícil é saber como, onde e quando você deve começar a se envolver com esses assuntos. 

Por este motivo, criamos abaixo algumas dicas de como aumentar sua visibilidade com a finalidade de conseguir parcerias com o setor público.

Participe de eventos relacionados à política para ampliar suas relações governamentais

A participação em eventos promovidos pelo governo, como feiras, congressos, seminários, entre outros, pode aumentar a visibilidade da empresa e permitir que ela entre em contato com potenciais parceiros.

Conheça as políticas públicas e programas governamentais

Acompanhar de perto as políticas públicas e programas governamentais pode permitir que a empresa identifique oportunidades de negócio e se prepare para participar de editais de licitação e concursos públicos.

Estabeleça contatos com agentes governamentais

Manter uma relação próxima com agentes do governo pode permitir que a empresa conheça melhor as necessidades e demandas do setor público, além de facilitar o acesso a informações e oportunidades.

Invista em marketing e comunicação para ampliar suas relações governamentais

A adoção de estratégias de marketing e comunicação pode aumentar a visibilidade da empresa e contribuir para sua reputação e credibilidade, fatores importantes para conquistar a confiança do setor público.

Buscar certificações e selos de qualidade para melhorar suas relações governamentais

A obtenção de certificações e selos de qualidade reconhecidos pelo governo pode ser um diferencial para a empresa, demonstrando seu compromisso com a qualidade e a responsabilidade social.

Quando você se posiciona como uma empresa que possui determinada certificação, a tendência do crescimento da sua autoridade é ainda maior, e isso passa mais segurança às pessoas que pesquisam pelos serviços que você presta.

Participe de associações empresariais para otimizar suas relações governamentais

Associar-se a entidades representativas do setor empresarial pode permitir que a empresa esteja mais próxima do governo e tenha mais chances de participar de discussões e negociações importantes para o setor.

Vale lembrar que o processo de conquista de parcerias com o setor público pode ser longo e complexo, exigindo planejamento estratégico, investimento em relacionamento e acompanhamento constante das demandas e políticas públicas em vigor.

O que são Agentes Governamentais e como podemos manter contato com eles?

Agentes governamentais são pessoas que atuam em órgãos públicos (municipais, estaduais ou federais) e exercem funções relacionadas à formulação e implementação de políticas públicas.

Dentre os agentes você poderá encontrar: gestores, assessores, técnicos, consultores, entre outros profissionais que atuam em diferentes áreas do governo.

Listamos aqui algumas práticas que você precisa adotar para estar em contato com esse agentes:

Sobre este último tópico, é importante ressaltar que as empresas especializadas em lobby e relações governamentais podem ajudar a estabelecer contatos e acompanhar de perto as políticas públicas e as demandas do setor público, além de auxiliar na elaboração de propostas e projetos para participação em editais de licitação e concursos públicos.

Um breve resumo da importância das relações governamentais para as empresas

Com este artigo, podemos concluir que a importância das relações governamentais para as empresas ligadas ao setor privado transitam em dois eixos:

  1. Vantagem competitiva por meio de um acesso mais rápido a programas do governo, benefícios, linhas de crédito, licitações dentre outros meios que podem gerar oportunidades de negócios; e
  2. Diminuição dos riscos e impactos no seu negócio por meio da previsão e antecipação dos problemas que as leis podem trazer aos seus processos.

Existem formas de se manter atualizado de forma independente, porém recomendamos que você tenha ao seu lado parceiros com experiência suficiente para monitorar os trâmites do governo e assim traçar planos e soluções com a finalidade de orientar sua empresa nas melhores escolhas.

Vale lembrar que a relação com agentes governamentais deve ser baseada em transparência, ética e respeito à legislação em vigor.

O uso de práticas ilegais, como corrupção e suborno, pode acarretar em sérias consequências para a empresa e seus gestores.

Por este motivo, a Elo Relações Governamentais se move sobre seus valores, dentre eles a ética. Isso nos traz segurança quanto às negociações realizadas entre os agentes governamentais e nossos clientes (empresas privadas).

Fique atento aos nossos conteúdos. Iremos atualizar você com frequência sobre assuntos relacionados ao tema:  relações governamentais.

Relações Governamentais