Resumo Executivo

A inteligência artificial deixou de ser tendência para se tornar realidade operacional em Relações Governamentais. Empresas que atuam nas três esferas de governo enfrentam volumes crescentes de dados legislativos—do Diário Oficial da União aos mais de 5.500 municípios brasileiros—que ultrapassam a capacidade humana de monitoramento manual.

O que você encontrará neste artigo:

Por que isso importa agora: Profissionais de RIG que automatizam processos operacionais liberam até 70% do tempo para atividades estratégicas—articulação política, construção de relacionamentos e advocacy qualificado. Com as eleições de 2026 reconfigurando o cenário político em todas as esferas, a capacidade de monitorar, analisar e agir em tempo real tornou-se diferencial competitivo decisivo.

Tenha sua empresa uma estrutura robusta de RelGov ou uma equipe enxuta, a combinação de IA com expertise humana representa a evolução necessária para navegar um ambiente regulatório cada vez mais complexo.

Tempo de leitura: 15 minutos | Aplicação prática: Imediata


Introdução

A inteligência artificial em relações governamentais deixou de ser uma promessa futurista para se tornar realidade operacional em empresas que atuam nas três esferas de governo no Brasil. Com o Congresso Nacional, 26 assembleias legislativas, Câmara Legislativa do DF e mais de 5.570 câmaras municipais publicando diariamente milhares de atos normativos, a capacidade humana de monitoramento encontra limitações naturais. É nesse contexto que ferramentas baseadas em IA surgem como diferenciais competitivos, transformando não apenas a velocidade de captura de informações, mas a própria natureza estratégica do trabalho em RIG.

A discussão sobre inteligência artificial em relações governamentais ganha relevância especial quando observamos que profissionais enfrentam volumes crescentes de dados legislativos, diários oficiais, portarias e resoluções que impactam diretamente a operação de seus negócios. A automação de processos em RIG não substitui a análise humana, mas potencializa a capacidade de identificação de riscos e oportunidades em tempo hábil para ação.

Neste artigo, exploraremos como a IA está reconfigurando rotinas, quais ferramentas de inteligência governamental estão disponíveis, os benefícios da análise de dados legislativos automatizada, e como o monitoramento de Diários Oficiais funciona especialmente bem em sistemas governamentais já automatizados.


O Que É Inteligência Artificial em Relações Governamentais

A inteligência artificial em relações governamentais refere-se ao uso de algoritmos de aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural (NLP) e análise preditiva para coletar, classificar, analisar e alertar sobre informações relevantes do ambiente regulatório. Diferentemente de sistemas tradicionais de busca ou filtros simples, soluções baseadas em IA aprendem padrões, reconhecem contextos e refinam sua precisão com o tempo.

Aplicações Práticas na Rotina de RIG

No dia a dia de equipes de Relações Governamentais, a tecnologia de IA pode:

A Diferença Entre Automação e Inteligência Artificial

É importante distinguir automação de processos em RIG de inteligência artificial em relações governamentais propriamente dita. Automação refere-se à execução programada de tarefas repetitivas, como download de arquivos ou envio de e-mails. Já a IA vai além: ela interpreta conteúdo, identifica padrões não evidentes e oferece insights que demandariam horas de análise humana. Por exemplo, um sistema automatizado pode baixar todos os diários oficiais; uma solução de inteligência artificial lê esses diários, identifica menções à sua empresa ou setor e classifica o nível de urgência de cada publicação.

Quando a IA Funciona Melhor

A inteligência artificial funciona especialmente bem quando os sistemas governamentais já são automatizados. O Diário Oficial da União, que publica em formatos estruturados, facilita enormemente a extração e análise. Estados e municípios que adotaram plataformas de publicação digital padronizadas permitem trabalho similar. Já regiões com publicações em PDF escaneado ou sem padronização demandam camadas adicionais de OCR (reconhecimento óptico de caracteres) e pré-processamento, o que ainda é viável, mas reduz precisão e velocidade.


Ferramentas de Inteligência Governamental: O Estado da Arte no Brasil

O mercado brasileiro de ferramentas de inteligência governamental cresceu significativamente nos últimos anos, acompanhando a digitalização das esferas federal, estadual e municipal. Empresas que atuam em múltiplas frentes regulatórias identificaram que a combinação de tecnologia e expertise humana produz resultados superiores.

Tipos de Ferramentas Disponíveis

1. Plataformas de Monitoramento Legislativo

Sistemas que rastreiam projetos de lei, emendas e votações em tempo real no Congresso Nacional e casas legislativas estaduais e municipais, oferecendo dashboards personalizados por setor ou tema de interesse. Utilizam NLP para categorização automática e envio de alertas segmentados.

2. Soluções de Monitoramento de Diários Oficiais com IA

Ferramentas especializadas em capturar, interpretar e classificar publicações de diários oficiais nas três esferas. A inteligência artificial identifica palavras-chave contextuais, evitando falsos positivos comuns em buscas manuais.

3. Análise de Dados Legislativos e Preditiva

Plataformas que vão além do monitoramento, oferecendo análises de tendências, mapeamento de redes de influência (quais parlamentares votam juntos, quais comissões são decisórias) e previsões de aprovação de propostas.

Como Escolher a Ferramenta Ideal

A escolha da ferramenta adequada depende do perfil da estrutura de Relações Governamentais:

Perfil da EmpresaNecessidade PrincipalTipo de Ferramenta Recomendada
Grande corporação com equipe robusta de RIGAnálise estratégica profunda, mapeamento de influênciaPlataforma completa com IA preditiva e dashboards customizáveis
Empresa com equipe pequena de RIGMonitoramento eficiente sem sobrecargaSolução de alertas automáticos e classificação por prioridade
Associação setorialAcompanhamento de projetos específicosFerramenta de monitoramento legislativo com filtros temáticos
Startup ou PMECusto-benefício e foco em diários oficiaisMonitoramento de Diários Oficiais com IA e alertas por e-mail

A automação de processos em RIG deve ser vista como parte de um ecossistema tecnológico que inclui CRM para gestão de stakeholders, ferramentas de advocacy digital e sistemas de compliance.


Monitoramento de Diários Oficiais com IA: Funcionamento e Vantagens

O monitoramento de Diários Oficiais com IA é uma das aplicações mais transformadoras da inteligência artificial em relações governamentais. Diários Oficiais das três esferas publicam diariamente portarias, decretos, resoluções, licitações e atos que impactam operações empresariais.

Como Funciona a Tecnologia

A IA aplicada ao monitoramento segue etapas específicas:

  1. Coleta Automatizada: Robôs (crawlers) acessam sites oficiais de publicação e baixam novos diários assim que disponibilizados
  2. Extração de Texto: OCR e parsers convertem PDFs ou imagens em texto estruturado
  3. Processamento de Linguagem Natural: Algoritmos identificam entidades (nomes de empresas, CNPJs, temas regulatórios)
  4. Classificação Inteligente: Machine learning categoriza cada ato por relevância, área e urgência
  5. Alerta Personalizado: Notificações são enviadas apenas sobre publicações que atendem critérios pré-definidos

Vantagens Comparativas

Comparado ao monitoramento manual ou por palavras-chave simples, a análise de dados legislativos via IA oferece:

A IA Funciona Melhor com Sistemas Governamentais Automatizados

A eficiência das soluções de inteligência artificial está diretamente relacionada à maturidade digital dos órgãos públicos. O Diário Oficial da União, com publicação estruturada, permite extração de dados com precisão superior a 95%. Estados e municípios que adotaram plataformas digitais modernas oferecem condições similares. Já jurisdições que publicam em formatos não padronizados ou apenas em versão física exigem processamento adicional que pode reduzir a acurácia.

Esse cenário reforça a importância de iniciativas de transformação digital no setor público em todas as esferas. Quanto mais estruturados os dados governamentais, maior o potencial de ferramentas de inteligência governamental em gerar valor para empresas e cidadãos.


Automação de Processos em RIG: Impactos na Rotina Profissional

A automação de processos em RIG libera profissionais de tarefas operacionais repetitivas, permitindo foco em atividades de maior valor estratégico. Equipes que antes dedicavam horas à leitura manual de diários oficiais e acompanhamento de tramitações agora concentram esforços em análise qualitativa, articulação política e construção de relacionamentos institucionais.

Processos Que Podem Ser Automatizados

Monitoramento e Coleta

Classificação e Priorização

Comunicação e Alertas

Mudanças no Perfil do Profissional de RIG

Com a adoção de ferramentas de inteligência governamental, o profissional de Relações Governamentais evolui de “coletor de informações” para “estrategista de influência”. Habilidades analíticas, compreensão de dados e capacidade de traduzir insights técnicos em recomendações de negócio tornam-se diferenciais competitivos.

O Equilíbrio Entre Humano e Máquina

A inteligência artificial em relações governamentais não elimina a necessidade de expertise humana; pelo contrário, amplifica seu impacto. Algoritmos identificam padrões e riscos, mas a interpretação de contexto político, negociação com stakeholders e construção de narrativas persuasivas permanecem atribuições essencialmente humanas. A combinação ideal une a escala e velocidade da IA com o julgamento estratégico e a inteligência relacional de profissionais experientes.


Análise de Dados Legislativos: Da Informação à Inteligência

A análise de dados legislativos apoiada por IA transforma volume de informação em inteligência acionável. Em vez de apenas saber que um projeto foi apresentado, equipes de RIG podem responder perguntas estratégicas:

Técnicas de Análise Avançada

Análise de Sentimento

Algoritmos avaliam o tom de discursos, notas técnicas e pareceres para identificar posicionamentos favoráveis ou contrários.

Mapeamento de Redes

Visualização de conexões entre parlamentares, comissões e grupos de interesse, revelando caminhos de articulação.

Análise Temporal

Identificação de ciclos legislativos e janelas de oportunidade para proposição de emendas ou lobby estratégico.

Casos de Uso Reais

Empresas com atuação nacional utilizam análise de dados legislativos para:


Benefícios Estratégicos da Inteligência Artificial em Relações Governamentais

Além das vantagens operacionais, a inteligência artificial em relações governamentais proporciona ganhos estratégicos significativos:

Visão Integrada de Múltiplas Jurisdições

Empresas que operam nacionalmente enfrentam o desafio de acompanhar regulações em diferentes esferas simultaneamente. Ferramentas de inteligência governamental permitem visão consolidada, identificando tendências regulatórias que se propagam entre estados e municípios ou que refletem movimentos da esfera federal.

Antecipação de Janelas de Oportunidade

A automação combinada com análise preditiva permite identificar momentos estratégicos para apresentação de propostas, participação em consultas públicas ou articulação com tomadores de decisão. Ciclos legislativos, mudanças de composição de comissões e calendários eleitorais tornam-se variáveis gerenciáveis.

Gestão de Compliance Proativa

Em vez de reagir a novas regulamentações, empresas equipadas com soluções de IA para análise de dados legislativos podem antecipar mudanças e adequar processos internos antes da vigência de novas normas, reduzindo riscos e custos de adequação.

ROI de Ferramentas de IA em RIG

O retorno sobre investimento em ferramentas de inteligência governamental manifesta-se em:


Desafios e Considerações na Implementação

Apesar dos benefícios, a adoção de soluções de IA envolve desafios técnicos e organizacionais que merecem atenção:

Desafios Técnicos

Qualidade e Padronização de Dados

A heterogeneidade de formatos e padrões de publicação entre estados e municípios exige constante adaptação de algoritmos.

Viés Algorítmico

Modelos de IA treinados com dados históricos podem reproduzir ou amplificar vieses existentes, demandando revisão humana constante.

Transparência e Explicabilidade

Decisões automatizadas de priorização devem ser auditáveis e compreensíveis para profissionais de RIG.

Considerações Éticas

A automação de processos em RIG deve respeitar princípios de:

A Regulação da IA no Setor Público

Com a discussão global sobre regulação de inteligência artificial, é provável que o Brasil desenvolva marcos legais específicos para uso de IA em relações com o setor público. Profissionais de RIG devem acompanhar essas discussões, participando de consultas públicas e contribuindo para a construção de normas que equilibrem inovação e segurança.


Tendências Futuras: O Que Esperar para 2026 e Além

O cenário de ferramentas de inteligência governamental está em rápida evolução. Algumas tendências merecem destaque:

IA Generativa em RIG

Modelos como GPT podem auxiliar na elaboração de minutas de proposições, notas técnicas e documentos de posicionamento, acelerando processos de advocacy.

Integração com Dados Abertos

À medida que governos nas três esferas ampliam iniciativas de dados abertos, a capacidade de análise de dados legislativos tende a crescer exponencialmente.

Monitoramento Preditivo

Algoritmos cada vez mais sofisticados permitirão prever com maior acurácia não apenas aprovação de propostas, mas também impactos operacionais e financeiros de mudanças regulatórias.

Personalização em Escala

Ferramentas adaptarão automaticamente alertas e análises ao perfil específico de cada empresa, setor ou região de atuação.

Eleições de 2026 e Reconfiguração Política

As eleições de 2026 trarão renovação significativa no Congresso Nacional, assembleias legislativas, câmaras municipais e governos em todas as esferas. A inteligência artificial em relações governamentais será fundamental para mapear novos atores políticos, identificar mudanças de agenda e adaptar estratégias de relacionamento institucional a um cenário em transformação.


Conclusão

A inteligência artificial em relações governamentais consolidou-se como ferramenta estratégica indispensável para empresas que atuam no complexo ambiente regulatório brasileiro. Com as três esferas de governo publicando diariamente atos que podem impactar operações, a capacidade de monitorar, analisar e agir em tempo hábil tornou-se vantagem competitiva decisiva.

A automação de processos em RIG, apoiada por ferramentas avançadas de inteligência governamental, não substitui a expertise humana, mas a potencializa. Profissionais de Relações Governamentais ganham tempo para atividades de alto valor—articulação política, construção de relacionamentos, advocacy estratégico—enquanto algoritmos cuidam do monitoramento em escala.

O monitoramento de Diários Oficiais com IA e a análise de dados legislativos permitem antecipar riscos, identificar oportunidades e posicionar empresas de forma proativa diante de mudanças regulatórias. E a constatação de que soluções de IA funcionam especialmente bem quando os sistemas governamentais já são automatizados reforça a importância de incentivar a modernização digital do setor público em todas as esferas.

À medida que nos aproximamos das eleições de 2026 e de um novo ciclo político, equipes de RIG equipadas com inteligência artificial em relações governamentais, tecnologia de ponta e visão estratégica estarão melhor preparadas para navegar incertezas e transformar desafios em vantagens competitivas sustentáveis.


Mesmo com tantos avanços tecnológicos, o Brasil ainda possui jurisdições que não digitalizaram seus processos legislativos e normativos. É exatamente nesse cenário que a consultoria especializada faz diferença: na ELO, aliamos inteligência artificial com um time multidisciplinar que domina tanto a tecnologia quanto as particularidades de cada jurisdição. Fale com nossos especialistas e descubra como podemos fortalecer sua estratégia de relações governamentais!

Elo Post Blog

A cada ciclo eleitoral, o Brasil vive um período de intensa ebulição política, com promessas, debates e a expectativa de renovação ou continuidade. No entanto, o verdadeiro trabalho para o setor privado começa após a definição das urnas.

As eleições, sejam elas federais, estaduais ou municipais, reconfiguram o poder e, com ele, os rumos das políticas públicas. É neste momento que a análise de cenário político pós-eleição se torna não apenas relevante, mas absolutamente essencial.

O objetivo principal dessa análise de cenário político é mapear o posicionamento político em todas as suas nuances, a fim de entender onde podem surgir possíveis impactos – positivos ou negativos – no setor privado.

Para empresas e empreendedores, trata-se de um investimento estratégico na capacidade de antecipação e adaptação.

Atualmente, alguns empreendedores possuem em seu time estratégico algum profissional de RelGov ou até mesmo um time jurídico focado nessa função, porém, vamos reforçar aqui a importância de ter um parceiro estratégico capaz de realizar essa análise e estabelecer planos preventivos e reativos em prol do seu negócio.



Por que analisar o cenário pós-eleição? O fim da campanha, o início da governança

Imagine o cenário das eleições de 2022, por exemplo. tivemos centenas de candidatos disputando dezenas de vagas na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados, e a vaga para o Senado.

Cada um desses candidatos carregava consigo uma plataforma, bandeiras e uma visão de futuro. Com os resultados, esses indivíduos se transformam em legisladores e, potencialmente, em agentes de mudança ou manutenção do status quo.

Para o setor privado, essa transição da campanha para a governança significa a passagem de promessas para a concretização de políticas. É fundamental entender que:

  1. Novos atores, novas prioridades: A chegada de novos parlamentares ou a reeleição de outros altera o balanço de forças. Novos governadores e o Presidente trazem suas próprias agendas. Suas prioridades, muitas vezes manifestadas em campanhas, agora se tornam projetos de lei, decretos e programas de governo.
  1. Impacto na legislação e regulação: Cada projeto de lei ou regulamentação que tramita no Congresso ou é proposto pelo Executivo pode ter um efeito direto nos negócios – desde questões tributárias e trabalhistas até ambientais e de infraestrutura.
  1. Cenário de Negócios Dinâmico: O ambiente de negócios não é estático. Ele é moldado por decisões políticas. Uma análise aprofundada permite que as empresas se preparem para essas mudanças, seja ajustando suas estratégias, buscando novas oportunidades ou mitigando riscos.

As duas frentes da análise de cenário político pós-eleição: institucional e de interesse específico

Acreditamos que, pelo fato de haver complexidade do cenário político, a análise pós-eleição pode ser dividida em duas frentes complementares:

1. Análise do cenário político institucional: entendendo o novo congresso e executivo

Esta frente de trabalho foca no panorama geral da nova composição política. Envolve um mergulho profundo em dados e informações para construir um retrato fiel do poder constituído:

Todos esses dados são organizados em documentos estratégicos, que servem de base para as tomadas de decisões dos clientes e para a elaboração de estratégias de relacionamento e posicionamento.

2. Análise de cenário político conectada a temas de interesse específico: o foco setorial

Além da visão macro, é essencial aprofundar a análise em temas específicos que são vitais para cada empresa. Esta frente de trabalho é mais direcionada e contextualizada:

Com base nessas duas frentes, a consultoria pode estruturar suas ações de forma técnica, transparente e baseada em dados, garantindo que as estratégias propostas sejam robustas e eficazes.

As vantagens para o setor privado: navegar com segurança no oceano político

Para os empresários, investir em uma análise de cenário político pós-eleição oferece vantagens competitivas claras. Separamos aqui 5 dessas vantagens para você avaliar:

  1. Tomada de Decisão Qualificada: Decisões de investimento, expansão, contratação ou reestruturação podem ser melhor informadas quando se tem clareza sobre o ambiente político e regulatório futuro.
  2. Antecipação de Riscos e Oportunidades: Identificar com antecedência potenciais mudanças regulatórias que podem gerar custos adicionais ou, ao contrário, abrir novas portas de negócio.
  3. Posicionamento Estratégico: A empresa pode se posicionar proativamente junto aos novos atores políticos, construindo relacionamentos e influenciando debates antes que as decisões sejam tomadas.
  4. Conformidade e Redução de Custos: Entender o cenário ajuda a garantir a conformidade com as novas regras e a evitar multas ou custos inesperados.
  5. Vantagem Competitiva: Empresas que compreendem melhor o cenário político e conseguem se adaptar mais rapidamente obtêm uma vantagem significativa sobre seus concorrentes.

Em um país com a dinâmica política do Brasil, onde as decisões governamentais têm um impacto direto e profundo na economia e nos negócios, ignorar a análise pós-eleição é um risco que poucas empresas podem se dar ao luxo de correr.

É o passaporte para uma participação ativa e informada na construção do futuro do ambiente de negócios.

Se você deseja ter um parceiro estratégico capaz de realizar essa análise de cenário político e assim ajudar sua empresa a crescer, clique para conversar com nosso time comercial.

cenário político

Há muitos anos temos visto uma movimentação pelo enfrentamento das mudanças climáticas globais Aos poucos, o tema foi se tornando inadiável, impulsionando a busca por soluções inovadoras que aliem a proteção ambiental ao desenvolvimento econômico.

Obviamente isso impacta o setor privado, uma vez que a industrialização tem sido uma das principais causas geradoras dessa discussão a respeito do meio ambiente.

Neste contexto, o mercado de crédito de carbono emerge como um dos mecanismos mais discutidos e implementados para diminuir a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Em resumo, esse mercado diz respeito a um sistema econômico engenhoso que atribui um valor monetário à tonelada de CO2 equivalente não emitida ou removida da atmosfera.

No Brasil, apesar de uma participação voluntária já existir, a regulamentação de um mercado de carbono compulsório já está bem encaminhado a partir da criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).



Contudo, a transição de uma ação conceitual para uma realidade operacional robusta e justa exige a definição de inúmeros detalhes críticos.

Criamos este artigo para discutir sobre este cenário complexo, pois as Relações Governamentais (RelGov) assumem um papel estratégico e indispensável, atuando como ponte entre os anseios do setor privado e as diretrizes governamentais.

O que é crédito de carbono e como funciona na prática?

O mercado de carbono é um sistema de comércio onde empresas e países podem comprar e vender permissões para emitir gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2).

Isso significa que a poluição adquire um preço, e cada tonelada de CO2 emitida tem um custo associado.

Um governo (ou órgão regulador ligado a este governo) define um limite total de emissões permitidas para um período. Esse limite é dividido em cotas individuais e distribuídas entre as empresas.

Aquelas que conseguem reduzir suas emissões abaixo de sua cota podem vender o excedente para outras empresas que ultrapassam seu limite.

Esse mecanismo cria um forte incentivo para que as organizações invistam em tecnologias limpas e processos mais eficientes, buscando lucro com a venda de suas cotas excedentes.

O caminho do Brasil para um mercado de carbono regulamentado

No Brasil, a regulamentação do mercado de créditos de carbono está em plena construção. Atualmente, a adesão das empresas a essa dinâmica ocorre de forma voluntária.

Contudo, o Brasil tem avançado significativamente na formalização de um sistema compulsório. A aprovação do Projeto de Lei 2148/2015 pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2023 representa um marco importante nesse processo.

Esses projetos visam criar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) cujo objetivo primordial é reduzir as emissões de GEE no Brasil. É a partir do SBCE que o Brasil pretende cumprir seus compromissos internacionais assumidos no Acordo de Paris e em outros acordos climáticos.

Desafios técnicos e econômicos na implementação do mercado de carbono

Apesar de já termos um “desenho inicial” do que almejamos ter futuramente, existem ainda detalhes fundamentais que precisam ser definidos, como:

Por que as relações governamentais são indispensáveis na construção desta regulação?

Os profissionais de RelGov atuam como um “elo” vital entre os interesses e as necessidades do setor privado e as diretrizes do poder público.

Eles são responsáveis por articular as demandas e as capacidades das empresas, fornecendo dados, expertise técnica e análises de impacto importantes para a tomada de decisão dos legisladores.

As organizações que são impactadas por essas decisões precisam entender que a interlocução feita nesta relação governamental é o que promove o equilíbrio entre as metas ambientais e viabilidade econômica dos setores produtivos, garantindo que a nova legislação seja implementável e não crie distorções desnecessárias.

Construindo Pontes: Empresas de relações governamentais como facilitadores de normas eficazes

A atuação estratégica dos profissionais de Relações Governamentais é fundamental para assegurar que a regulamentação do mercado de carbono não gere impactos negativos na competitividade ou na operação das empresas.

Por meio do diálogo contínuo com os formuladores de políticas, essas empresas intermediadores podem:

Essa intermediação é a única forma de promover a criação de um ambiente regulatório que apoia tanto os objetivos ambientais quanto o desenvolvimento econômico.

Os riscos de uma regulamentação desalinhada: Como prevenir?

A ausência de uma regulamentação cuidadosa e participativa pode levar a resultados desastrosos para o setor privado. A criação de cotas desproporcionais, objetivos e metas irreais, podem gerar o efeito oposto do desejado.

É precisamente aqui que a atuação estratégica das Relações Governamentais se torna um pilar fundamental para a prevenção de tais cenários.

Regulamentações que são impossíveis de seguir, ou que falham em gerar os incentivos econômicos adequados, podem, infelizmente, levar à informalidade e à ilegalidade.

Um relacionamento governamental ativo entre o setor privado e o poder público pode diminuir ou até eliminar esses riscos, garantindo que as normas sejam realistas, que ofereçam um caminho claro e viável (economicamente falando).

Oportunidades de negócios: O mercado de Carbono pós-regulamentação

Sim, são muitos os desafios e investimentos para que uma indústria se adapte ao mercado do carbono, contudo, apesar dos desafios, um mercado de carbono bem regulamentado abre um leque vasto de oportunidades.

Ele pode gerar novas fontes de receita para empresas que investem em projetos de redução de emissões ou tecnologias verdes. Paralelamente, cria um novo mercado para empresas que precisam compensar suas próprias emissões, fomentando parcerias e inovações em diversos setores.

A regulamentação desse novo mercado é um passo decisivo para impulsionar a economia brasileira rumo à sustentabilidade. A forte aderência desse projeto pode posicionar o país como um ator relevante no combate às mudanças climáticas.

O futuro da advocacia de interesses no mercado de carbono

Para garantir uma comunicação direta com os órgãos responsáveis pela regulamentação do carbono, é necessário que seu parceiro, consultor ou profissional de Relações Governamentais domine não apenas os aspectos legislativos e políticos, mas também os aspectos técnicos, econômicos e ambientais envolvidos.

A capacidade de comunicar de forma clara, embasada e estratégica com múltiplos stakeholders – governo, sociedade civil, setor privado e academia – definirá o sucesso de suas ações.

A defesa de interesses no contexto do mercado de carbono exige uma profunda compreensão das interconexões entre política ambiental, desenvolvimento econômico e inovação tecnológica.

Se você precisa de um parceiro capacitado para conectar sua empresa com os agentes governamentais certos, entre em contato com a Elo Relações Governamentais.

carbono

Desde 2019, a reforma tributária vem sendo amplamente discutida com a intenção de melhorar o entendimento sobre como a simplificação tributária no Brasil pode ser benéfica e eficiente para o crescimento da nação. Finalmente, em 2024, o Congresso Nacional aprovou a versão final da proposta. 

Todavia, o ano de 2025 marcará as mudanças gradativas que irão impactar  tanto o setor privado, quanto os consumidores finais (os brasileiros).

reforma tributária

Este conteúdo tem a finalidade de ampliar a sua visão sobre o que é a reforma tributária e como ela impacta o setor de telecomunicações, entendendo que este impacto surte efeitos, inclusive, no consumidor final.

Para que você entenda um pouco melhor sobre a reforma tributária desde sua necessidade inicial até o presente momento de sua sanção, vamos abordar abaixo uma linha do tempo de uma forma mais didática.

Linha do tempo da reforma tributária no Brasil

O que é a reforma tributária?

o que é a reforma tributária

Acreditamos que os conceitos devem partir dessa pergunta. Reforma tributária é uma proposta de simplificação da burocracia tributária, cujo intuito é reduzir os custos de um modo geral, tanto para as empresas quanto para os consumidores finais (os brasileiros). 

A proposta, que teve início em 2019 com a criação (a princípio) de uma PEC que tinha como base a substituição de cinco impostos obrigatórios por apenas um, sendo:

  1. PIS | Programa de Integração Social – Este imposto tem o objetivo de financiar o pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e participação na receita dos órgãos e entidades para os trabalhadores.
  2. Cofins | Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Imposto destinado ao financiamento da seguridade social (saúde, previdência e assistência social).
  3. IPI | Imposto sobre Produtos Industrializados – Imposto federal que incide sobre produtos industrializados nacionais e importados.
  4. ICMS | Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – Imposto estadual sobre a circulação de mercadorias e a prestação de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação.
  5. ISS | Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – Imposto municipal que incide sobre a prestação de serviços definidos em lei complementar.

Os 5 tributos acima seriam substituídos por um único Imposto sobre Bens e Serviços, IBS.

O Start no ano de 2019

A timeline da reforma tributária

Em 2019 foi iniciada a preparação dos projetos relacionados à reforma, porém, é importante lembrar que isso não surgiu do nada. O Brasil é mundialmente reconhecido como um país que possui uma das maiores cargas tributárias no mundo, e esse foi o principal motivo que levou os parlamentares (em representação ao setor privado e aos consumidores finais), a discutirem a possibilidade de uma simplificação da burocracia tributária no Brasil.

Até o ano de 2019, essa discussão tomou grandes proporções, quando então deram início aos primeiros projetos que introduziram a Reforma Tributária entre um dos assuntos mais discutidos no plenário.

As propostas iniciais da Reforma Tributária em 2020

Para que as propostas pudessem ser formalizadas, foram criadas ainda em 2019 duas PECs responsáveis pela apresentação da simplificação dos impostos para a câmara, sendo:

2020 e 2021: Os anos das discussões acaloradas

Os anos que, talvez, mais marcaram as discussões sobre a reforma foram 2020 e 2021. Mesmo em meio aos desafios da pandemia, os parlamentares levantaram grandes momentos de discussões, debates além de sugestões de emendas ao texto principal, no intuito de abranger mais elementos ao tema.

2022:  O ano da unificação do texto das propostas

Foi apenas em 2022 que um texto unificado começou a ser construído para integrar as principais ideias das PECs 45 e 110, as quais mencionamos acima.

Como toda proposta, o governo promoveu relatórios e estudos de impacto mais detalhados para antecipar possíveis problemas na implementação da reforma.

2023: As aprovações começam a acontecer

Após anos de discussões, testes e estudos de relatórios, as propostas são votadas e aprovadas nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e do Senado.

A PEC 45/2019 é aprovada então no plenário da Câmara dos Deputados e a PEC 110/2019 é, por fim, aprovada no plenário do Senado.

2024: O ano da unificação das proposta e sanção presidencial

Como já vimos em artigos anteriores aqui em nosso blog, até ser aprovada e sancionada pelo presidente, as propostas são amplamente estudadas e discutidas. Com a reforma tributária não foi diferente.

Em 2024, as duas propostas foram unificadas em um único texto, passando então pela aprovação e sanção presidencial, ou seja, a PEC enfim se torna uma lei.

2025-2027: Os anos de implementação da nova legislação

Toda lei aprovada que entra em vigor precisa de tempo para ser implementada, pois as mudanças tributárias, por exemplo, impactam o ecossistema comercial das empresas, bem como os valores que chegam ao consumidor final.

Mesmo que a intenção seja a simplificação burocrática, isso não significa que a burocracia em si será extinta, ou seja, a nação deverá adaptar seus sistemas para a um novo tipo de exigência legal.

A seguir, preparamos uma seção especial para tratar sobre: como lidar com os anos de adaptação dessa troca burocrática.

Como serão os próximos anos para o setor de telecomunicações?

O sucesso dos próximos anos para as empresas ligadas ao ramo de telecomunicações vai depender do quanto elas estiverem engajadas às alterações normativas propostas pela nova lei.

Os impactos sofridos ocorrerão nos sistemas de informação, na capacitação de pessoas para adequação à nova lei, e principalmente na organização financeira, já que as empresas precisarão definir a nova estruturação de valores, ou seja, quem paga a conta das alterações no final? As empresas irão absorver as novas exigências ou será que o consumidor terá que arcar com as consequências a partir de um serviço mais caro?

Quando se fala do setor de telecomunicações, talvez pode-se pensar apenas nas empresas de telefonia, porém, é importante lembrar que existem muitos outros setores envolvidos como:

  1. Operadoras de Telecomunicações
  2. Fornecedores de Equipamentos de Rede
  3. Provedores de Serviços de Internet (ISPs)
  4. Empresas de Infraestrutura de Telecomunicações
  5. Empresas de Satélites
  6. Empresas de Tecnologia e Serviços Digitais
  7. Empresas de TV por Assinatura e Streaming
  8. Empresas de Desenvolvimento de Software e Aplicativos
  9. Consultorias e Empresas de Serviços Profissionais

Diante dessa nova imposição, qual a melhor solução para que as empresas planejem os próximos passos de forma consciente e conectada em tempo real com as discussões travadas no plenário?

A assessoria de relações governamentais como aliada para os próximos anos

Uma assessoria de relações governamentais pode ajudar as empresas a navegar por essa transição, garantindo que estejam preparadas para as mudanças e aproveitando as oportunidades que surgirem.

O trabalho de conectar sua empresa às notícias e publicação de normas, bem como o prazo de cumprimento de cada uma delas não precisa ser uma tarefa difícil.

Além de manter sua empresa atualizada, a assessoria pode reduzir impactos que geram prejuízos, ou seja, multas que podem advir de uma postura errada em relação às novas normas.
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